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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Movimento de António José Seguro lança campanha para sensibilizar contra ‘fake news’

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O Movimento UPortugal, presidido pelo antigo líder do PS António José Seguro, lança hoje uma campanha de sensibilização contra as ‘fake news’, pretendendo contribuir “para a defesa da democracia dos seus inimigos” e proteção dos cidadãos da manipulação.

António José Seguro, que está a refletir sobre uma eventual candidatura presidencial, lançou este movimento em janeiro para contribuir para a participação cívica dos portugueses, recusando então que tivesse qualquer relação com apoio a uma eventual corrida eleitoral.

Segundo informação adiantada à agência Lusa, esta campanha de alerta e sensibilização contra as ‘fake news’ (notícias falsas), que é hoje lançada nas redes sociais, é a primeira ação pública deste movimento.

“Este projeto pretende contribuir para a defesa da democracia dos seus inimigos e proteger os cidadãos da manipulação, das mais diversas naturezas”, explica-se na mesma nota.

A justificação para esta campanha é o “crescente número de notícias falsas” e o “sensível contexto nacional”.

“O combate à desinformação exige um compromisso contínuo e a participação ativa de todos. Cada pessoa tem um papel fundamental de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, contribuindo para um ambiente digital mais seguro e confiável”, defende.

No total são nove publicações sob o lema “Falso ou verdadeiro? Aprenda a identificar” e através das quais se aconselha, por exemplo, que se verifique uma notícia em vários locais, que se veja a data ou a ler antes de partilhar.

O alerta de que as imagens difundidas podem ser falsas e que isso não significa que aconteceu de verdade ou o conselho de pensar caso uma notícia cause medo, raiva ou ódio, são outras das mensagens passadas nesta campanha.

Ucrânia: Zelenski acusa Rússia de não querer trégua e critica EUA por não responderem

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, acusou hoje a Rússia de não estar interessada numa trégua, criticando os Estados Unidos por não responderem à recusa do regime de Moscovo em respeitar o cessar-fogo acordado.

Numa mensagem de vídeo dirigida à nação, o líder ucraniano considera que os mais recentes ataques russos confirmam que Moscovo não está interessado numa trégua e lembrou que os mísseis estão a ser lançados a partir do Mar Negro.

“A Ucrânia aceitou a proposta americana de um cessar-fogo total e incondicional. Putin rejeita”, disse Zelensky.

Zelensky afirma que a Rússia está a “distorcer a diplomacia” ao dizer que aceita uma trégua no Mar Negro enquanto continua a bombardear a Ucrânia a partir de navios ali estacionados.

O regime de Vladimir Putin quer “conservar a capacidade de atacar” cidades e portos ucranianos a partir do mar, revelando que “não quer acabar com a guerra”, mas sim assegurar “uma maneira de reavivá-la em qualquer momento, com mais força”, denunciou.

Zelensky deu instruções aos seus ministros para que intensifiquem os contactos para reforçar a defesa aérea da Ucrânia, nomeadamente com os Estados Unidos, que “têm potencial suficiente para ajudar a pôr fim a qualquer terror”.

Porém, criticou, a administração de Donald Trump, que se reaproximou de Vladimir Putin, não conseguiu mais do que um acordo para uma trégua no Mar Negro e uma moratória sobre os ataques contra infraestruturas energéticas, que as duas partes dizem estar a ser violada.

“Estamos à espera que o Estados Unidos respondam [aos mais recentes ataques russos contra a Ucrânia], mas, até ao presente, não houve resposta”, constatou, exigindo também à União Europeia que tome medidas.

Já antes, nas redes sociais, Zelensky tinha assinalado que os ataques aéreos russos contra a Ucrânia estão a aumentar, mostrando que a pressão internacional sobre Moscovo é “ainda insuficiente”.

Kiev acusa Moscovo de ter lançado esta madrugada um “ataque maciço” contra a Ucrânia, “utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones”.

Os ataques causaram pelo menos um morto e três feridos em Kiev, a capital ucraniana; um morto na região de Kherson, no Sul do país; e dois feridos na região nordeste de Kharkiv.

Segundo constataram jornalistas da agência francesa AFP no local, ouviram-se explosões durante a noite em Kiev e uma coluna de fumo negro pairava sobre a capital esta manhã.

Os ataques causaram incêndios em edifícios não residenciais, danificando um centro de negócios, uma fábrica de móveis e armazéns.

Perante o atual cenário, o líder ucraniano defende que “continuam a ser necessárias todas as formas de pressão sobre a Rússia”, entre as quais as sanções e uma diplomacia “que não dê margem para matar”.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e, em setembro, anexou as regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, apesar de não as controlar totalmente.

A Federação Russa já tinha anexado a península da Crimeia em 2014.

A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões.

Número de mortos por tempestade no centro e sul dos Estados Unidos sobe para 16

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Imagem ilustrativa

Pelo menos 16 pessoas morreram nas fortes tempestades e tornados que estão a atingir o centro e o sul dos Estados Unidos desde quarta-feira, causando graves inundações.

O maior número de mortos foi registado no Tennessee, onde dez pessoas morreram, incluindo um homem e a filha de 16 anos, depois de um tornado ter destruído a casa onde viviam.

No Kentucky, duas pessoas morreram nas cheias: um rapaz de nove anos que foi levado pela água enquanto caminhava até uma paragem de autocarro para ir para a escola, e um homem de 74 anos que ficou preso debaixo de água dentro do automóvel, segundo as autoridades.

As autoridades de emergência ordenaram uma evacuação obrigatória em Falmouth, uma cidade de dois mil habitantes situada junto a uma curva do rio Licking.

Os alertas foram semelhantes às inundações de há quase 30 anos, quando o rio atingiu um nível recorde de 15 metros, resultando em cinco mortes e mil casas destruídas.

Entretanto, o Arkansas enfrentou no sábado graves inundações, e o secretário de Segurança Pública do estado, Mike Hagar, relatou a primeira vítima mortal, um rapaz de cinco anos que vivia na cidade de Little Rock.

O estado do Arkansas já tinha, no início da semana, sido atingido por tornados que destruíram bairros inteiros e foram responsáveis por pelo menos sete mortes.

No Missouri, um homem de 57 anos morreu quando o veículo que conduzia foi arrastado numa autoestrada. De acordo com a Patrulha Rodoviária do Missouri, o condutor saiu do carro e “sucumbiu à água”.

Em Beaufort, no condado de Franklin, um bombeiro voluntário de 16 anos morreu enquanto respondia a um resgate aquático, informou o Distrito de Proteção contra Incêndios de Beaufort-Leslie.

Isto aconteceu depois da morte de outro bombeiro, na quarta-feira, enquanto tentava ajudar um condutor preso na água.

O Serviço Meteorológico Nacional (NWS, na sigla em inglês) norte-americano emitiu um elevado risco de chuvas fortes para partes do Mississípi, Ohio e Tennessee até esta manhã, além de um alerta de cheias para o rio Buffalo, no Arkansas.

Inundações “súbitas e severas” também são esperadas nestas áreas, uma vez que o nível de alguns rios continuará a subir durante dias, colocando a segurança dos residentes e das suas casas em risco, observou a agência.

O NWS referiu que o Mississípi e o Tennessee também enfrentarão possíveis tempestades, com ameaça adicional de tornados e granizo.

A vaga de tempestades surge ocorre numa altura em que quase metade dos escritórios do NWS têm pelo menos 20% dos cargos por preencher, o dobro de há apenas uma década, após os despedimentos implementados pelo novo Presidente norte-americano Donald Trump.

Papa Francisco apareceu na Praça de São Pedro, duas semanas após ter recebido alta

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco foi transportado hoje numa cadeira de rodas para a Praça de São Pedro durante uma missa especial do Jubileu para os doentes, na sua primeira aparição pública no Vaticano, desde a sua alta do hospital há duas semanas.

O pontífice levantou as mãos para acenar à multidão, que ficou de pé e aplaudiu, enquanto era levado para a frente do altar na praça.

“Bom domingo para todos” e “muito obrigado”, disse o Papa à multidão.

A voz do pontífice soou mais forte do que quando se dirigiu aos simpatizantes no exterior do hospital Gemelli no dia da sua alta, a 23 de março, depois de ter lutado contra uma pneumonia potencialmente fatal durante cinco semanas de internamento.

Governo propõe seis pórticos à entrada da VCI no Porto para inibir pesados

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O Governo propôs como solução para mitigar o tráfego na Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, a colocação de seis pórticos à sua entrada para inibir a circulação de pesados, segundo publicação na rede social Instagram entretanto apagada.

De acordo com uma publicação do Ministério das Infraestruturas de uma fotografia na rede social Instagram feita na quinta-feira, e que foi entretanto apagada após questões da Lusa, era visível um diapositivo de uma apresentação feita pelo ministro Miguel Pinto Luz aos autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMP) na reunião sobre o tema, que decorreu na sede da AMP.

No ‘slide’, com o título “solução proposta”, esta implica a instalação de “seis pórticos nas vias de acesso à VCI”, dos quais dois a sul, na “Ponte da Arrábida e Ponte do Freixo”, e quatro a norte: “[Autoestrada] A28, EN13 [Estrada Nacional 13], A3 E A43”.

De acordo com o mapa da apresentação, os pórticos a norte localizar-se-iam nas referidas vias ainda antes das saídas para a Estrada da Circunvalação, ou seja, ainda fora dos limites do município do Porto.

Era também possível ler que é sugerida, quanto à VCI, a “aplicação [de uma] taxa [de] atravessamento em determinados períodos + isenção [de] portagem [na] CREP [Circular Regional Exterior do Porto, também denominada A41] durante o mesmo período”.

A proposta também “não penaliza movimentos [com] origem/destino [na] cidade [do] Porto”.

Em resposta à Lusa, o ministério respondeu que “neste momento” é “precoce definir qualquer proposta como definitiva”.

“Como foi referido após a reunião, será criado um Grupo de Trabalho, coordenado pelo secretário de Estado das Infraestruturas e que contará com representantes do IMT e da Infraestruturas de Portugal, para avaliar várias propostas apresentadas pela tutela e pelos próprios municípios com vista a melhorar a circulação da VCI”, disse fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação à Lusa.

Na quinta-feira, Miguel Pinto Luz já tinha dito aos jornalistas que o grupo de trabalho também iria “começar a definir todas as medidas mitigadoras” que podem ser tomadas para “dissuadir o tráfego de passagem por dentro da VCI e por dentro da cidade do Porto”, de sul para norte e de norte para sul.

O ministro disse ainda que atualmente as medidas “ainda não estão consensualizadas nem fechadas”, dando seis meses ao grupo de trabalho “paritário” para tomar decisões acordadas entre o ministério e os municípios.

Na mesma ocasião, Miguel Pinto Luz e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disseram que a autoestrada A41/CREP deverá ser “tendencialmente gratuita” para pesados, nomeadamente de mercadorias, para tentar reduzir o tráfego na VCI.

“O Governo irá encetar todos os esforços para, no prazo de quatro ou cinco meses, implementar uma redução das tarifas das portagens na CREP, tendencialmente gratuitas para todos os veículos pesados”, disse Pinto Luz aos jornalistas.

Questionado sobre quando poderia entrar em vigor a redução do tarifário, Miguel Pinto Luz afirmou que o objetivo era que entrasse em vigor “em janeiro do próximo ano”.

Já Rui Moreira explicou que o conceito de “tendencialmente gratuito” se refere quer à diferenciação entre pesados de mercadorias e de passageiros, quer à passagem em certas horas do dia.

Rui Moreira entende que “se calhar não” vale a pena aplicar uma isenção “para um veículo que passa entre as 03:00 e 04:00” na VCI, vincando que “não faz sentido fazer gratuito” tal tráfego na via interna do Porto.

Miguel Pinto Luz estima que esta alteração “poderá reduzir de 16% a 20% o tráfego de veículos pesados na VCI”, falando ainda “na dissuasão de tráfego na VCI durante alguns períodos do dia”, algo que “será implementado nos próximos meses”.

Ao jornal Público, o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, admitiu a instalação de portagens na VCI para aplicar a camiões ou uma proibição de circulação nas horas de ponta, quatro horas de manhã e outras quatro de tarde.

Especialistas pedem análise às causas de morte indicadas nos certificados de óbito

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os responsáveis do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) alertam para a necessidade de estudar a veracidade dos dados dos certificados de óbito, lembrando que quase metade das pessoas morrem fora do hospital.

Em declarações à Lusa, o presidente da Federação Portuguesa do Pulmão (FPP), José Alves, recordou que a última análise deste género, que apenas se focou na asma como causa de morte, data de 1992 e concluiu que, nas faixas etárias mais elevadas, pouco mais de 10% dos certificados de óbito estavam corretos.

Segundo explicou, este trabalho, que elaborou no âmbito de uma tese de doutoramento, concluiu que, até aos 35 anos, estavam corretos 40% dos certificados de óbito que indicavam a asma como causa de morte, dos 40 aos 75 anos apenas estavam certos 18% e, a partir dos 75 anos de idade, este valor era de 12%.

“A veracidade era esta. Depois, complementando esta história, de 91 para 92, a queda de mortalidade por asma foi de 30% e, a partir daí, tem descido sistematicamente até ter neste momento valores muito baixos”, explicou o especialista, justificando desta forma o facto de os dados de óbitos serem este ano apresentados de forma diferente do ONDR, uma vez que “muitas causas de morte que entram nos dados das doenças respiratórias podem não estar corretas”.

Para que os dados da causa de morte sejam o mais próximos possível da realidade, José Alves sugere que se possam aplicar métodos de auditoria.

“Há pessoas que são internadas por pneumonia e morrem de enfarte do miocárdio. Por isso, a única coisa que sabemos é porque foram internadas e porque morreram”, afirmou o responsável, acrescentando: “um dos casos que encontrei no estudo que fiz, que supostamente tinha morrido por asma, afinal morreu num acidente de mota”.

O ONDR 2024, uma iniciava da FPP, analisa os principais indicadores da saúde respiratória em Portugal, focando-se nos internamentos e mortalidade hospitalares e na evolução das principais doenças respiratórias e usou dados fornecidos pela Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS).

Além de algumas patologias individuais, analisou três grandes grupos de doentes: todos os que foram internados, independente da causa; os que foram internados por uma qualquer causa mas que tinham como diagnóstico secundário, na sua história clínica, uma doença respiratória, e os doentes que tinham como causa de internamento a doença respiratória.

Todos estes grupos foram divididos em duas partes: com e sem necessidade de ventilação. Para ser possível comparar estes grupos, foi usado o número de óbitos por cada 100 internamentos.

As conclusões apontam para uma “redução acentuada” dos internamentos em 2020 devido à pandemia de covid-19, com uma recuperação parcial nos anos seguintes.

A mortalidade hospitalar atingiu o seu pico em 2021 (71.305 óbitos) – quando alcançou 107,8% dos valores de 2018 (64.034 óbitos) – diminuindo posteriormente. Em 2023 registaram-se 93,9% (60.990) dos óbitos reportados em 2018.

“As atitudes tomadas para conter a pandemia (…) continuaram a ter resultados positivos mesmo depois do fim da pandemia”, refere o relatório.

O documento indica que à diminuição dos óbitos em valor absoluto “não corresponde uma diminuição percentual” porque a queda dos internamentos foi maior do que a dos óbitos – 9% nos internamentos e 6,1% nas mortes.

“Aparentemente é mais fácil mudar as regras de internamento do que a gravidade das doenças”, sublinha.

O relatório do ONDR alerta também para o facto de, em 2023, cerca de metade dos óbitos em Portugal terem ocorrido fora das unidades de saúde, “levantando questões sobre a fiabilidade das causas de morte registadas”.

“Aconselha-se um estudo da veracidade das certidões de óbito semelhante ao executado em 1992” refere o documento.

Portugal perde com Espanha e desce a terceiro na Liga das Nações feminina

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foto: Cristina Mendes / Notícias Em Direto

A seleção portuguesa feminina de futebol perdeu esta sexta-feira diante da congénere espanhola por 4-2, em jogo da terceira jornada do Grupo A3 da Liga das Nações, disputado em Paços de Ferreira.

Diante da campeã mundial em título, Portugal viu-se a perder aos 25 minutos, com um golo de Patri, ainda igualou dois minutos depois, por Catarina Amado, mas, a partir daí, a Espanha tomou conta do jogo e somou mais dois golos, por Aleixandri, aos 40, e Esther González, aos 89, tendo as lusas ainda chegado a reduzir para 3-2, com um tento de Carole Costa, aos 56, de grande penalidade.

Esta foi a primeira derrota da equipa portuguesa na presente edição da Liga das Nações, depois de um empate (1-1) com a Inglaterra e uma vitória (1-0) com a Bélgica, tendo caído para o terceiro lugar, com quatro pontos.

Cancelado alerta de tsunami para Papua Nova Guiné após sismo de magnitude 6,9

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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla inglesa) cancelou um alerta de tsunami para a Papua Nova Guiné, no Pacífico Sul, após um sismo de magnitude 6,9 na escala de Richter.

O sismo foi superficial e atingiu a nação insular do Pacífico a uma profundidade de 10 quilómetros, hoje, às 06:04 (21:00 de sexta-feira em Lisboa), adiantou o USGS.

A mesma fonte referiu que o epicentro situou-se 194 quilómetros a leste da cidade de Kimbe, na ilha de New Britain.

O USGS emitiu um alerta de tsunami para ondas de 1 a 3 metros ao longo da costa da Papua Nova Guiné e um aviso sobre ondas inferiores a 0,3 m para as Ilhas Salomão, nas proximidades.

Mas, mais tarde, o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico cancelou o aviso.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, não houve relatos imediatos de danos na ilha de New Britain, onde vivem pouco mais de 500 mil pessoas.

A Agência de Meteorologia da Austrália disse que não há ameaça de tsunami no país, que é o vizinho mais próximo da Papua-Nova Guiné. Nenhum aviso foi emitido para a Nova Zelândia.

A Papua Nova Guiné fica no “anel de fogo” do Pacífico, o arco de falhas sísmicas em torno do Oceano Pacífico, onde ocorre grande parte da atividade sísmica e vulcânica do mundo.

Número de utentes sem médico de família aumenta 28.500 em março

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Foram realizadas buscas e há nove arguidos

O número de pessoas sem médico de família subiu para as 1.593.802 no final de março, mais cerca de 28.500 do que no mês anterior, indica o portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo os dados consultados hoje pela Lusa, em fevereiro deste ano 1.565.255 utentes não tinham um especialista de medicina geral e família atribuído, enquanto no final de março estavam nessa situação 1.593.802 pessoas, mais 28.547 no espaço de um mês.

Depois da redução verificada entre agosto e dezembro de 2024, o número de utentes sem médico de família aumentou em perto de 30 mil nos primeiros três meses deste ano.

De acordo com os mesmos dados, o número de inscritos nos cuidados de saúde primários (centros de saúde) passou para os 10.541.177 no final de março, mais 12.326 do que em fevereiro.

No final do mês passado, 8.933.346 pessoas tinham médico de família atribuído, menos 17.878 do que as 8.951.224 do mês anterior.

Números avançados à Lusa no final de março pelo Ministério da Saúde indicam que, de abril de 2024 a janeiro deste ano, verificaram-se mais 160.042 novos utentes inscritos nos cuidados de saúde primários e que foi atribuído médico de família a mais 161.121 pessoas.

O ministério adiantou ainda que, em janeiro deste ano, aposentaram-se 13 especialistas de medicina geral e familiar, que corresponderam no mínimo a 20.150 utentes que perderam médico de família.

Uma das medidas do Governo para colmatar a falta de médicos de família, que é mais evidente na região de Lisboa e Vale do Tejo, é a abertura de novos centros de saúde que serão geridos pelos setores social e privado, as chamadas Unidades de Saúde Familiar modelo C.

O plano de emergência e transformação da saúde, que está em vigor desde maio, previa que em julho de 2024 seriam colocadas as primeiras 20 USF-C a concurso – 10 em Lisboa e Vale do Tejo, cinco em Leiria e cinco no Algarve – com o objetivo de “início de funções antes do final do ano”, o que não aconteceu.

Em janeiro, a ACSS adiantou à Lusa que tinha recebido 41 manifestações de interesse de candidaturas a esses centros de saúde, que o Governo prevê que abranjam um total de 180 mil utentes sem médico de família.

No final de setembro, o Governo aprovou uma resolução que permitiu disponibilizar médico de família a 75 mil pessoas no hospital de Cascais, que funciona em regime de Parceria Público-Privada (PPP), uma medida que constava também do plano para a saúde do executivo.

Mais de 700 médicos aposentados estavam a trabalhar no SNS no final de 2024, mais de metade dos quais em centros de saúde, uma medida implementada nos últimos anos e que o Governo vai manter em 2025.

Em causa está um regime excecional que entrou em vigor em 2010 por um período de três anos, que permitia a contratação de aposentados pelos serviços e estabelecimentos do SNS para dar resposta à falta de médicos em Portugal, mas que tem sido prorrogado desde então.

Para 2024, o anterior Governo fixou em 900 o número de médicos aposentados a contratar para o SNS, ao abrigo desse regime excecional, um contingente que é definido anualmente através de despacho.

Já para este ano, o despacho do ministro das Finanças e da ministra da Saúde, publicado recentemente em Diário da República, aumentou o contingente, definindo que podem ser contratados até 1.070 médicos aposentados.

O documento salienta também que as características da atual demografia da classe médica têm potenciado um elevado número de aposentações, situação que se vai ainda manter nos próximos anos, em especial, na especialidade da medicina geral e familiar.

PJ desmantela rede de burlas “olá pai, olá mãe” e de ofertas de emprego fraudulentas

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A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta sexta-feira ter desmantelado uma rede de burlas “olá pai, olá mãe” e de ofertas de emprego fraudulentas que poderá ter feito milhares de vítimas.

Em comunicado, a PJ divulgou que, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, desmantelou uma organização criminosa que se dedicava de forma reiterada ao cometimento de burlas, vulgarmente conhecidas por “olá pai, olá mãe” e ‘job scam’, cujos suspeitos “viviam desafogadamente e exclusivamente desta atividade ilícita”.

“Nas buscas realizadas à residência e empresa dos suspeitos, localizadas na área de Lisboa, foram apreendidos seis [aparelhos] SMS GATEWAYS, que operavam simultaneamente com 224 cartões SIM [de telemóvel], equipamentos informáticos, telemóveis e cerca de 13 mil cartões SIM, de várias operadoras nacionais e europeias, utilizados para a prática das burlas com recurso a tecnologia informática”.

Ainda segundo a PJ, os aparelhos aprendidos “permitiam remeter mensagens de forma massiva e terão lesado um número indeterminado de vítimas, presumivelmente na ordem dos milhares”.

“Foram constituídos dois arguidos, um homem de 21 anos e uma mulher de 31, encontrando-se o terceiro suspeito em parte incerta”, adiantou.

À agência Lusa, fonte da PJ de Leiria afirmou que a investigação foi iniciada em 2024 e em causa estão crimes de burla qualificada, associação criminosa e branqueamento.

Os suspeitos são estrangeiros e “haverá ligações familiares entre os três”, adiantou a fonte, explicando que, nesta fase da investigação, ainda não é possível dimensionar o número de burlas tentadas e consumadas.

A PJ pede às vítimas que, em caso de burla, “retenham o máximo de informação”, pois a tendência é para apagar ou bloquear a informação que chega ao telemóvel.

Concretamente no caso de burlas “olá pai, olá mãe” ou falso familiar, a PJ recomenda que se confirme a veracidade relativamente ao autor do pedido de dinheiro, pois a frequência deste fenómeno deve levar a duvidar das solicitações.

Quanto às ofertas de emprego, a fonte esclareceu que, “nos primeiros momentos, as pessoas recebem, efetivamente, quantias baixas, o que vai estimular a continuidade das mensagens”, sendo levadas a investir mais “para abrir uma carteira de clientes ou realizar tarefas”, levando a que fiquem sem dinheiro.

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