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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Óbito/Aurélio Pereira: Cristiano Ronaldo expressa gratidão e fala em legado eterno

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foto: Arlindo Homem

O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo disse esta terça-feira que nunca deixará de estar grato a Aurélio Pereira, pelo que fez por si, e que o legado do antigo responsável da formação do Sporting será eterno.

“Um dos grandes símbolos da formação mundial deixou-nos mas o seu legado viverá para sempre. Nunca deixarei de estar grato por tudo o que fez por mim e por tantos outros jogadores. Até sempre, Senhor Aurélio, obrigado por tudo. Descanse em paz”, escreveu o avançado dos sauditas do Al Nassr nas redes sociais.

O mais premiado e conceituado futebolista português, formado no Sporting, foi por cinco vezes eleito o melhor jogador do mundo da FIFA.

Cristiano Ronaldo chegou ao Sporting ainda criança, descoberto no Nacional, da Madeira, e atingiu cedo o patamar dos seniores, em 2002/03, época após a qual rumou o Manchester United, tornando-se uma referência do futebol europeu e mundial.

Aurélio Pereira, antigo responsável pelo departamento de recrutamento do Sporting, morreu hoje, aos 77 anos, anunciou hoje o clube campeão da I Liga portuguesa de futebol.

Antigo jogador dos ‘leões’, Aurélio Pereira tornou-se treinador no Futebol Benfica, antes de regressar ao Sporting, no qual criou e liderou o Departamento de Recrutamento e Formação.

Ao longo da sua carreira, foi responsável pela descoberta de futebolistas como Luís Figo, Paulo Futre ou Cristiano Ronaldo.

Concursos de apoio financeiro ao cinema e audiovisual abriram com 30,6 ME

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© João Polónia / Notícias Em Direto

Os concursos de apoio financeiro ao cinema e audiovisual de 2025 abriram hoje com uma dotação de 30,6 milhões de euros, com uma ligeira subida de 950 mil euros face a 2024, foi esta terça-feira anunciado.

Na página oficial, o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) detalha os montantes disponíveis para cada um dos programas nas áreas do cinema e audiovisual, incluindo escrita, produção, distribuição, exibição, realização de festivais, promoção internacional e os protocolos de coprodução.

Se em 2024, o montante global era de 29,6 milhões de euros, o deste ano é de 30,6 milhões de euros e a ligeira subida pode ser explicada pela abertura do concurso de apoio à produção de longas-metragens de animação, que é bienal.

Na distribuição de verbas entre os subprogramas de financiamento, o de novos talentos e primeiras obras em longa-metragem de ficção mantém o montante de 3,9 milhões de euros, e o programa geral de cinema totaliza 16,2 milhões de euros, com mais cerca de 1,3 milhões de euros do que em 2024.

O programa de apoio ao audiovisual e multimédia também mantém os mesmos 7,6 milhões de euros.

O programa de apoio à internacionalização tem este ano 1,1 milhões de euros, ou seja, menos 620 mil euros face a 2024, porque um dos subprogramas de divulgação e promoção internacional para associações do setor é bienal.

O calendário dos concursos é anunciado pelo ICA no mesmo dia em que o Governo publica em Diário da República a portaria que autoriza aquele instituto a repartir os 30,6 milhões de euros para os contratos a celebrar no âmbito dos apoios entre 2025 e 2030.

De acordo com produtores contactados pela agência Lusa, o ICA apresentou em fevereiro às associações do setor o plano de distribuição financeira destes apoios, numa reunião da Secção Especializada de Cinema e Audiovisual, do Conselho Nacional de Cultura.

Desde então, estava tudo pronto para a abertura dos concursos, mas, em resposta a vários pedidos de esclarecimento da Lusa, o ICA respondeu que os programas só teriam início quando “o processo da tramitação técnica” estivesse concluído.

Os concursos de 2024 abriram em fevereiro e os de 2023 abriram no final de abril, com várias associações do setor a lamentarem na altura o atraso, por causa das tramitações orçamentais obrigatórias.

Legislativas: CNE considera que televisões não podem intervir sobre quem representa partidos nos debates

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A Comissão Nacional de Eleições (CNE) considerou que os órgãos de comunicação social não têm competência para intervir na escolha dos candidatos que representam os partidos nos debates televisivos, após uma queixa apresentada pelo Livre.

“Aos órgãos de comunicação social incumbe o ónus de formatar o modelo dos debates a promover entre as candidaturas concorrentes de acordo com o consensualizado com os partidos políticos, mas não o de intervir na escolha dos candidatos que representam essas candidaturas nos debates”, defende a CNE.

Esta posição consta de uma deliberação publicada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) na segunda-feira, que cita um parecer da CNE emitido no passado dia 03 de abril mas que não foi publicado na página oficial deste órgão.

Na semana passada, o Livre apresentou uma queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) contra o PSD, RTP, SIC e TVI sobre o modelo de debates televisivos, considerando que está em desvantagem.

Em causa está a decisão da coligação AD – Coligação PSD/CDS-PP de fazer-se representar nos debates nas televisões contra Livre, BE e PAN pelo presidente do CDS-PP, Nuno Melo, e não pelo líder do PSD e atual primeiro-ministro, Luís Montenegro.

De acordo com a lei, após a receção de qualquer queixa, “no prazo de quarenta e oito horas a contar do seu recebimento”, a CNE “endereça-a à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) acompanhada do seu parecer”.

No seu parecer, a CNE entende que “sem prejuízo da letra das normas constantes da Lei n.º 72-A/2015, de 23 de julho”, que estabelece o regime jurídico da cobertura jornalística em período eleitoral, “os princípios eleitorais constitucionalmente consagrados exigem a efetiva igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas, princípio reiterado no artigo 56.º da LIAR [Lei Eleitoral da Assembleia da República]”.

No caso em apreço, continua o texto, o Livre alega “uma desigualdade de tratamento devido à escolha dos candidatos que representarão a candidatura da coligação PPD/PSD-CDS-PP nos debates”.

A CNE entende que “aos órgãos de comunicação social incumbe o ónus de formatar o modelo dos debates a promover entre as candidaturas concorrentes de acordo com o consensualizado com os partidos políticos”, contudo, considera que as televisões não têm competência para “intervir na escolha dos candidatos que representam essas candidaturas nos debates”.

Na sequência do parecer da CNE, a ERC considerou esta segunda-feira “legítima a expetativa do partido Livre de debater com o líder do PSD e cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP”, sustentando, contudo, que “não existe qualquer impedimento legal à indicação para participação nos debates, por parte da coligação PSD/CDS-PP, dos dois líderes partidários que a integram”.

“Sublinhar, por fim, que não se encontra na esfera de decisão da ERC a possibilidade de definir quem deve representar determinada candidatura, nem qual o representante que poderá ou não ser aceite por parte dos operadores de televisão, desde que salvaguardados os preceitos da Lei n.º 72-A/2015, de 23 de julho, que estabelece o regime jurídico da cobertura jornalística em período eleitoral”, lê-se na deliberação.

Os debates televisivos arrancaram na segunda-feira na TVI, com AD – Coligação PSD/CDS-PP e CDU, e terminam em 28, com transmissão na RTP, SIC e TVI do frente-a-frente entre AD – Coligação PSD/CDS-PP e PS.

Ao todo serão 28 debates, divididos entre os canais de sinal aberto e de cabo, de acordo com o sorteio, aos quais acresce dois debates a realizar pela RTP.

Ministro da Presidência defende alargamento do prazo para atribuição da nacionalidade

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foto ilustrativa: © João Polónia / Notícias Em Direto

O ministro da Presidência afirmou esta terça-feira que a atribuição da nacionalidade portuguesa tem um “efeito de chamada” sobre os imigrantes e defendeu que o futuro Governo deve alargar o prazo, que é agora de cinco anos.

Em conferência de imprensa, na sequência da divulgação do relatório intercalar da recuperação de processos pendentes na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), António Leitão Amaro explicou que o prazo, abaixo da média comunitária, é fator de atração de imigrantes, que procuram beneficiar essa medida.

A lei da nacionalidade já foi sujeita a alterações nesta legislatura, estabelecendo o prazo de cinco anos apenas após a atribuição do atestado de residência e não do pedido, como antes sucedia.

Apesar disso, “sentimos que também há uma contribuição para esse efeito de chamada da lei de nacionalidade como ela existe hoje”, explicou Leitão Amaro, considerando que “é importante reponderar o prazo, quer a forma de contagem”.

Sobre os atestados de residência das juntas de freguesia, um “instrumento que é relevante nas políticas públicas e que tem sido objeto de abusos”, o Governo quer rever as regras com “medidas anti-fraude”.

O ministro defendeu, em concreto, “limites ao número de pessoas que podem ser atestadas por cada testemunha e por imóvel”.

Leitão Amaro acusou ainda o PS e o Chega de terem chumbado a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) na PSP, criando problemas no controlo de quem chega.

O Governo vai avançar ainda antes das eleições antecipadas de 18 de maio com a criação de centros para receber pedidos de asilo, já aprovados quando estava em plena funções, e defende um “novo regime e mais eficaz de afastamento de imigrantes ilegais”.

Por outro lado, o ministro defendeu que devem ser abertos novos canais de reagrupamento familiar, mas essa medida “tem de atender à capacidade de resposta do país e dos serviços públicos”.

São “soluções novas” a “implementar por um Governo na plenitude de funções”, explicou o ministro.

Rio de Janeiro inicia agenda da Capital Mundial do Livro em Lisboa

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O evento “Rios da Palavra”, em Lisboa, marcou hoje o início da celebração do Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro, com uma entrega simbólica da Caixa Literária e presença de autoridades dos países lusófonos.

A Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, e a Academia Brasileira de Letras promoveram o evento que marca o início simbólico da celebração literária e reforça os laços culturais entre os países de língua portuguesa.

O Rio é a primeira cidade de língua portuguesa a receber este título, concedido pela UNESCO, sucedendo a Estrasburgo, que foi Capital Mundial do Livro em 2024.

O Presidente da Academia Brasileira de Letras, Marvel Pereira, disse que este feito “é uma vitória” para a cidade e “para todos os que falam português”, e defendeu que o português seja uma língua oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Precisamos avançar na língua portuguesa como um ativo político, foi a primeira língua globalizada com as navegações e descobrimentos. É o quarto idioma mais falado no mundo. É um dos nossos ‘soft powers’, assim como a música, a literatura, comida, samba, fado. Temos a responsabilidade de ampliar”, disse.

O secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, disse à Lusa que o foco da cidade está nas políticas públicas.

“A gente preparou todo um material para a rede pública de educação do Rio de Janeiro para criar ciclos de leitura. Para que os estudantes tenham contacto com o seu potencial máximo, aquela literatura que não é só dentro da sala de aula, são livros que vão compondo um repertório de cidadania”, sublinhou.

Na Academia das Ciências de Lisboa, a Caixa Literária, que reúne obras clássicas e contemporâneas escolhidas pelos países lusófonos, foi apresentada pela primeira vez.

As 18 obras presentes na caixa serão conhecidas no dia 23 de abril, no Rio de Janeiro, Dia Mundial do Livro.

Os livros foram selecionados por curadores de acordo com critérios objetivos e reconhecidos internacionalmente, para garantir uma representação qualificada, ampla e plural da produção literária em língua portuguesa no mundo.

A UNESCO atribui o título de Capital Mundial do Livro desde 2001 e o Rio de Janeiro será a 25.ª cidade a recebê-lo, com o objetivo de “promover os livros e a leitura para todas as idades e grupos, dentro e fora de fronteiras nacionais, e organizar um programa de atividades para todo o ano”.

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa integra nove países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe.

Autoridade Marítima regista 45 pedidos de auxílio e jovem desaparece na Costa da Caparica

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Imagem ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) registou hoje 45 ocorrências no mar, entre as quais um jovem desaparecido ao final da tarde numa praia da Costa da Caparica, concelho de Almada, informou aquele organismo.

Segundo a AMN, estas 45 ocorrências envolveram 50 pessoas em todo o país.

A AMN informou que um jovem de 16 anos desapareceu hoje ao final da tarde na Costa da Caparica, depois de ter “entrado em dificuldades na água”, na praia do Dragão Vermelho, tendo-se já iniciado buscas no local.

Em comunicado emitido ao final da tarde, a AMN referia que pelas 18:00 foi recebido um alerta a informar que três jovens estavam “em dificuldades na água” e, de imediato, foram “ativados para o local tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais”.

“À chegada ao local, constatou-se que um dos jovens saiu da água pelos próprios meios, tendo o outro sido resgatado pelos nadadores-salvadores do projeto ‘Praia Protegida’, da Câmara Municipal de Almada”, no distrito de Setúbal, lê-se na nota.

Ainda de acordo com a AMN, o jovem resgatado estava inconsciente e foi assistido pelos nadadores-salvadores, até à chegada dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, que o transportaram para uma unidade hospitalar.

“O terceiro jovem, acabou por desaparecer no mar, tendo sido de imediato iniciadas buscas no local”, acrescenta a AMN.

Numa nota posterior, a AMN alerta que, apesar das férias escolares e as temperaturas amenas previstas para os próximos dias, “o mar, nesta época do ano, é um mar de Inverno e apresenta um risco elevado devido aos efeitos da agitação marítima, apresentando também a sua morfologia alterada pelo efeito da ondulação forte que se verifica normalmente neste período do ano, criando nas praias zonas de fundões, declives acentuados, remoinhos e agueiros que não se encontram sinalizados nesta altura do ano”.

Aquela autoridade sublinha que a maioria das praias portuguesas não se encontram vigiadas nesta altura do ano, e não tem o dispositivo de segurança balnear e, como tal, “a resposta a uma situação de socorro poderá ser demorada, pelo que a população deverá ter um comportamento adequado e responsável, não se colocando em situações de risco”.

A Autoridade Marítima Nacional aconselha que sejam evitados comportamentos de risco, não se aproximando da água ou caminhar na areia molhada, que as crianças sejam vigiadas permanentemente, mantendo-as sempre próximas de um adulto, que os utilizadores não virem as costas ao mar e mantenham sempre uma distância de segurança em relação à linha de água, evitando ser surpreendido por uma onda.

Feridos graves em acidente no Cartaxo com autocarro “não correm risco de vida”

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Foto © João Polónia / Notícias Em Direto

Os feridos graves no acidente hoje à tarde entre um autocarro e um pesado de mercadorias na Estrada Nacional 3, no Cartaxo, “não correm risco de vida”, indicou o capitão João Romano, da GNR de Santarém.

Em declarações aos jornalistas no local, João Romano disse que, de acordo com os “dados provisórios” disponíveis, a colisão entre o veículo pesado de mercadorias e o autocarro provocou “no total 40 feridos”, dos quais três feridos graves e 37 feridos ligeiros.

“Um dos feridos graves trata-se do condutor do veículo pesado de passageiros”, adiantou, referindo não conseguir precisar se os outros dois feridos graves estavam também dentro do autocarro.

Ainda segundo João Romano, “as três vítimas graves não correm risco de vida” e já foram todas transportadas de ambulância para diferentes hospitais.

Os feridos ligeiros ainda estavam pelas 17:00 a ser retirados no local do acidente, na zona de Cruz do Campo, no concelho do Cartaxo, distrito de Santarém.

Os dois veículos envolvidos no acidente “circulavam em sentidos opostos” da Estrada Nacional 3 (EN3), acrescentou o capitão da GNR.

A Proteção Civil inicialmente apontou para a existência de 27 feridos, um os quais grave, tendo depois atualizado os números para 39 feridos, dois em estado considerado grave.

Fonte da Proteção Civil contactada pela Lusa pelas 16:50 disse não ter indicação de mais nenhuma atualização do número de feridos.

A mesma fonte adiantou que 23 dos feridos foram transportados para as unidades hospitalares de Santarém, Abrantes, Torres Novas (no distrito de Santarém), Vila Franca de Xira e Santa Maria (distrito de Lisboa).

O alerta para o acidente foi dado às 14:23 e pelas 17:00 a estrada continuava cortada nos dois sentidos.

Pelas 17:20 estavam no local 90 operacionais, apoiados por 41 viaturas, segundo informação disponível na página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil na Internet.

Em comunicado, a Jerónimo Martins adianta que o acidente ocorrido esta tarde com “o serviço de transporte”, que contratou externamente, envolveu 41 colaboradores do grupo.

Os colaboradores tinham partido de Santarém e dirigiam-se para o centro de distribuição logístico, na Azambuja, acrescenta o grupo.

Lamentando o acidente, a Jerónimo Martins adianta estar “a acompanhar com preocupação o evoluir dos acontecimentos”, tendo deslocado para o local as suas “equipas de médicos, enfermeiros, psicólogos e de recursos humanos, que estão à inteira disposição das autoridades para o que for necessário”.

Tarifas: Agricultores defendem aposta na produção nacional

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu esta segunda-feira que Portugal, além de diversificar mercados, deve apostar na sua produção para abastecer escolas e hospitais, mitigando o impacto das tarifas norte-americanas.

A CNA teve ontem uma reunião com o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, sobre as tarifas aduaneiras dos EUA.

“Aquilo que a CNA transmitiu hoje ao senhor ministro da Agricultura é que há uma necessidade, além da diversificação dos mercados, de termos uma resposta nacional e de olharmos para o mercado interno”, afirmou o dirigente da CNA Pedro Santos, em declarações à Lusa.

Para os agricultores, a aposta deverá passar pelo consumo interno e pelos circuitos curtos de comercialização para garantir as compras públicas, nomeadamente o abastecimento das escolas e hospitais.

A CNA mostra-se igualmente favorável à diversificação dos mercados com os quais Portugal tem relações comerciais, sobretudo no que diz respeito aos produtos que vão ser mais afetados pela política tarifária de Donald Trump, como o vinho.

Contudo, Pedro Santos avisou que os efeitos vão sentir-se em mais categorias, como a cortiça e o azeite. A isto somam-se os impactos indiretos relacionados, por exemplo, com o aumento dos ‘stocks’.

A confederação quer ainda uma resposta ao nível da União Europeia, sublinhando que a Política Agrícola Comum (PAC) está muito longe da realidade “que hoje temos em cima da mesa”, precisando assim de ser redefinida, de modo a apoiar quem produz.

“Não pode ser a agricultura familiar a pagar a fatura das tarifas. Os problemas já existiam […], as tarifas vêm agudizá-los ainda mais. Portugal precisa de ter uma resposta, quer seja ainda deste Governo ou de um próximo”, concluiu.

De acordo com a CNA, esta foi uma reunião da auscultação, tendo o ministro da Agricultura referido que está a trabalhar, com o Governo, em particular com o Ministério da Economia, para encontrar soluções para este problema.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira a imposição de uma tarifa de base global de 10% a todos os países que considera estarem a criar barreiras comerciais aos produtos norte-americanos, acrescentando uma tarifa adicional para aqueles que considera serem os “piores infratores”.

Será aplicada uma tarifa de 20% a todas as importações provenientes da União Europeia.

Turismo de Portugal espera 100 ME de receitas turísticas japonesas em três anos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do Turismo de Portugal disse esta segunda-feira à Lusa que a entidade vai reforçar a presença na Ásia e que espera atingir 100 milhões de euros de receitas turísticas do mercado japonês em três anos.

O que “pretendemos agora é, de facto, reforçar aquilo que é o nosso posicionamento na Ásia” e, “neste caso em concreto, vamos trabalhar muito o Japão por força desta oportunidade que é a Expo Osaka, fazer esta ligação, reforçar esta relação que temos entre Portugal e o Japão”, adiantou Carlos Abade.

O responsável falava à Lusa no final do encontro sobre a participação de Portugal na Expo 2025 Osaka, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP) na sua sede, em Lisboa.

O Japão é o 17.º mercado mais importante do ponto de vista turístico, ou seja, de emissão de turistas, sendo que Portugal pretende beneficiar desse fluxo.

“É bom notar que nós temos vindo a recuperar aquilo que eram os números de 2019 relativamente ao mercado japonês”, prosseguiu Carlos Abade.

Contudo, “ainda não conseguimos fazer essa recuperação, mas estamos a crescer de uma forma bastante acentuada, o que significa que acreditamos que em três anos possamos pelo menos atingir 100 milhões de euros de receitas do turismo para Portugal, o que significa triplicar o valor que tivemos em 2023”, admitiu.

Este valor é “relativamente ao Japão especificamente”, clarificou o responsável.

“O turismo em Portugal tem feito um caminho verdadeiramente extraordinário”, adiantou Carlos Abade.

Em 2024, “atingimos os números que estavam previstos para 2027, percebemos bem aquilo que tem sido o caminho de recuperação e de crescimento do setor do turismo”, prosseguiu.

“Isso tem sido feito muito também em resultado de uma diversificação de mercados, os Estados Unidos é claramente um caso desses, mas também ao nível da diversificação de produtos”, salientou o presidente do Turismo de Portugal.

Neste momento, o Turismo de Portugal está “alargar aquilo que é a sua rede de equipas do estrangeiro”, adiantou, quando questionado pela Lusa sobre o reforço da rede.

“A nossa rede representa 19 países e cobre 25 mercados e vamos alargar não só para o México, mesmo nos próprios Estados Unidos, mas neste caso em concreto vamos reforçar a nossa presença no Japão e na Coreia do Sul, em Seul especificamente, precisamente porque de Seul temos um voo direto para Lisboa”, explicou..

O reforço em Seul e Tóquio, “acompanhado pela presença que já temos na China, é de facto aqui um reforço grande que estamos a fazer no mercado asiático”, salientou.

A par disso, “temos previsto fazer um ‘roadshow’ entre Japão e Coreia do Sul na segunda quinzena de setembro, preparando depois um ‘roadshow’ pelos países da Ásia que faremos no final do ano”, avançou.

A permanência média de um turista japonês fora do país é maior que 12 dias, referiu.

“É importante que nós consigamos aumentar aquilo que é a permanência média no país” e também por isso “poder reforçar estes elos entre Portugal e o Japão é de facto extraordinário e esta exposição é uma oportunidade muito boa para o fazer”, concluiu o presidente do Turismo de Portugal.

Magnata sugere a Trump que faça pausa antes de lançar “guerra nuclear económica”

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O magnata e gestor de fundos de investimento especulativo Bill Ackman, uma referência em Wall Street, recomendou a Donald Trump que fizesse uma “pausa” de 90 dias antes de lançar em 02 de abril uma “guerra nuclear económica”.

Ackman, que dirige o fundo Pershing Square e foi um dos multimilionários que apoiou Trump, avisou-o nas redes sociais que “ao impor taxas alfandegárias massivas e desproporcionadas a amigos e inimigos”, está a “destruir a confiança” nos EUA como parceiro comercial e mercado de destino de investimentos.

O magnata apelou a uma “pausa de 90 dias para negociar as taxas alfandegárias “injustas, além de assimétricas” e antecipou que os EUA, se “em 09 de abril lançarem uma guerra nuclear económica contra todos os países do munido”, vão ter traves problemas de reputação, que vão precisar de décadas para serem reparados, e contrair o consumo e o investimento.

Assegurou ainda que Trump “está a perder a confiança dos líderes empresariais de todo o mundo” e que as consequências vão ser muito más para os “consumidores de baixos recursos”, entre os quais tem “milhões” de votantes, para concluir: “Não foi para isto que votámos”.

Os comentários negativos de Ackman somam-se à do presidente do JPMorgan Chase, Jamie Dimon.

Este disse hoje que a política tarifária de Trump está a levar os mercados ao “ambiente geopolítico e económico mais perigoso e complicado desde a Segunda Guerra Mundial”.

Em carta aos acionistas do banco, Dimon acentuou que a mentalidade “America First” de Trump, que impõe tarifas muito elevadas aos parceiros comerciais e concorrentes estratégicos, pode minar a posição privilegiada do país.

“Se as alianças militares e económicas do mundo ocidental se fragmentassem, os Estados Unidos enfraqueceriam inevitavelmente com o tempo. É extremamente importante reconhecer que a segurança e a economia estão interligadas; a guerra ‘económica’ já provocou guerras militares no passado”, avançou.

Até Elon Musk parece separado de Trump neste assunto, ao defender no fim de semana “taxas alfandegárias zero” entre os EUA e a União Europeia, criando uma zona de comércio livre e com mais liberdade de circulação de trabalhadores.

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