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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Óbito/Papa: Causa da morte tornada pública “provavelmente” hoje à noite

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Papa Francisco (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

As causas da morte do Papa Francisco “deverão ser provavelmente tornadas públicas” após a declaração oficial do óbito do pontífice, prevista para as 20:00 locais (19:00 em Lisboa), anunciaram hoje os serviços de imprensa da Santa Sé.

O Papa Francisco, que tinha 88 anos, morreu hoje na residência papal Casa Santa Marta, na Cidade do Vaticano, às 07:35 locais (06:35 em Lisboa).

Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA estão a avançar que uma hemorragia cerebral terá sido a possível causa da morte de Francisco e não os problemas respiratórios decorrentes de uma recente pneumonia bilateral.

Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, indicou entretanto que a transferência do corpo do Papa para a Basílica de São Pedro para a homenagem de todos os fiéis poderá ocorrer na manhã de quarta-feira.

Segundo Matteo Bruni, citado pela ANSA, o protocolo a seguir será definido e divulgado na terça-feira, após a primeira reunião da Congregação dos Cardeais.

Francisco liderou a Santa Sé durante 12 anos de um pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.

Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.

O Papa Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março. A sua última aparição pública foi no Domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera da sua morte.

Comissão de Trabalhadores do INEM considera intolerável agressão a técnico em Gondomar

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Comissão de Trabalhadores do INEM considerou este domingo intolerável a agressão ao técnico de emergência em Gondomar e exigiu que os agressores sejam “levados à justiça” e sejam aplicadas as “devidas e severas consequências”.

“A Comissão de Trabalhadores considera intolerável esta situação e exige que os agressores sejam levados à justiça e que sejam tiradas as devidas e severas consequências”, afirma.

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores do INEM salienta que o incidente ocorrido na noite de sábado em Gondomar “não é um caso isolado”, mas “mais um exemplo do risco constante” que os trabalhadores enfrentam.

“É incompreensível que aqueles que dedicam a sua vida a salvar outras, sejam repetidamente vítimas de violência, desrespeito e ameaças”, defende.

A Comissão de Trabalhadores diz ainda que os técnicos não podem continuar a arriscar a vida e saúde “sem o devido reconhecimento da penosidade deste ambiente de prestação de cuidados”.

“O reconhecimento público, institucional e governamental dos riscos a que se expõem sistematicamente estes profissionais, urge. Não se aceitam medidas paliativas neste tipo de situações e este deve ser um compromisso que todos – autoridades, instituições e sociedade civil – devem assumir”, acrescenta.

Um técnico do INEM foi agredido e sofreu traumatismos na cara durante uma emergência na noite de sábado no concelho de Gondomar, no distrito do Porto.

Numa publicação na rede social Facebook, o INEM afirma que um técnico de emergência pré-hospitalar, ao serviço da ambulância de suporte imediato de vida de Gondomar “foi vítima de agressão” e a restante equipa, SIV e Bombeiros de Gondomar, “alvo de ameaças”.

Contactado pela Lusa, o Comando Metropolitano do Porto da PSP afirmou que o agressor foi identificado e que se trata da vítima para a qual tinha sido chamada assistência médica.

A PSP elaborou o auto de ocorrência e remeteu o caso para o Ministério Público.

O técnico, que sofreu traumatismos na cara, foi levado para observação no Hospital de Santo António, no Porto.

“O INEM lamenta profundamente este incidente e recorda que o trabalho de todos os profissionais que se dedicam à emergência pré-hospitalar deve ser respeitado, apoiado e defendido”, lê-se na publicação.

Defendendo que os profissionais “dão em cada missão o melhor de si”, o INEM considera “absolutamente inaceitável” o ocorrido.

“O INEM vai ativar todos os meios legais ao seu alcance para defesa e proteção dos seus profissionais”, acrescenta.

O incidente ocorreu um dia após a entrada em vigor da lei que agrava as penas para quem agredir polícias, guardas prisionais e bombeiros e alarga a isenção do pagamento de custas judiciais a professores e médicos agredidos.

Segundo esta lei, qualquer trabalhador das áreas da saúde e da educação passa a integrar a lista de profissionais contra os quais a agressão é suscetível de “revelar especial censurabilidade ou perversidade” e que pode ser considerada ofensa à integridade física qualificada.

Legislativas: ADN quer “deportação imediata” de imigrantes ilegais e fim do aborto por opção no SNS

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O partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) defende no seu programa eleitoral às legislativas a “deportação imediata” de imigrantes ilegais e que o SNS deixe de suportar o aborto “sem ser por motivos clínicos ou de saúde”.

No programa eleitoral do ADN às legislativas de 18 de maio, o partido defende a “deportação imediata dos imigrantes em situação ilegal para os seus países de origem e de estrangeiros condenados por crimes graves ou reincidentes, com proibição de reentrada”.

O ADN propõe também uma revisão da lei da nacionalidade para que se revogue a cidadania portuguesa a quem, simultaneamente, não a tenha obtido por nascimento e tenha “cometido graves ou qualquer tipo de crimes, de forma reiterada, em território nacional e deportá-lo de imediato”.

Na segurança, o partido quer “liberalizar o uso e porte de armas não letais a cidadãos portugueses e sem cadastro”, considerando ainda “essencial alterar a legislação de forma a garantir que ninguém seja preso por se defender contra o crime que esteja a ser cometido contra a sua integridade física, vida, família ou propriedade”.

Na área da saúde, o ADN quer o fim das cirurgias de mudança de sexo no SNS e do aborto “sem ser por motivos clínicos ou de saúde” e propõe a revogação da lei da eutanásia e do suicídio assistido, que já foi aprovada pelo parlamento, mas ainda não entrou em vigor por falta de regulamentação do Governo.

O partido quer também que o subsistema de saúde ADSE, a que têm atualmente direito os funcionários públicos e seus familiares, passe a ser aberto a todos os portugueses que o desejem.

Na educação, o partido propõe reduzir o número máximo de alunos por turma em todos os ciclos de ensino e defende a “proibição total e absoluta da propaganda LGBT+ no sistema nacional de ensino”.

A nível laboral, o ADN sugere a fixação do salário mínimo nacional nos 1.000 euros, “totalmente isento de IRS”, e defende que o valor mínimo das pensões “não pode ser inferior a 70% do salário mínimo”.

Nos impostos, o partido quer um IVA máximo de 6% para os bens essenciais, um IRC de 15% e “diminuir em média 25% a tributação de IRS”.

Outra das propostas que consta no programa eleitoral do partido, com 32 páginas, é alargar a licença de maternidade para 18 meses para um progenitor e nove para o outro e reduzir em 30% o IRS para quem tenha dois filhos, com um acrescento de 15% por cada filho subsequente, regime que seria “somente para portugueses”.

O partido promete ainda combater o que chama de “fraude climática anti-científica”, considerando que tem tido “um impacto incomportável e verdadeiramente irracional na política energética”.

O ADN, ex-Partido Democrático Republicano (PDR), foi fundado em 05 de outubro de 2014 pelo antigo bastonário da Ordem dos Advogados Marinho e Pinto, que foi substituído na liderança do partido por Bruno Fialho, em 2020.

Nas últimas eleições legislativas, em 10 de março de 2024, obteve 1,58% dos votos, não conseguindo eleger um deputado. Entre os partidos que não conseguiram obter representação parlamentar, foi o que registou o melhor resultado.

Trégua na Ucrânia e Papa em São Pedro são sinais de esperança para o mundo

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foto ilustrativa: Município de Óbidos

O patriarca de Lisboa considerou este domingo a trégua russa na Ucrânia “um sinal de esperança” para o futuro, tal como a aparição do Papa Francisco na Basílica de São Pedro, figura “decisiva para o mundo”.

À margem da missa de celebração da Páscoa a que presidiu esta manhã na Sé de Lisboa, o patriarca, Rui Valério, declarou-se “bastante otimista e sensível a esses pequenos sinais” que, no caso da trégua na Ucrânia, decretada pela Rússia para o período da Páscoa, espera poderem representar “umas horas de trégua, de silêncio, de serenidade” e um sinal para o futuro.

“Portanto, eu estou tentado a oferecer uma avaliação positiva que, para mim, é um sinal de esperança. Oxalá que esta trégua destas horas venha a ser a marca daqui para o futuro”, disse.

Sobre a aparição esta manhã no Basílica de São Pedro do Papa Francisco, ainda a recuperar de um pneumonia bilateral que o obrigou a um internamento hospitalar de semanas, Rui Valério viu também aqui “um sinal de esperança”.

“Sinal de esperança porque o Papa Francisco tornou-se decisivo, não é incontornável, é decisivo, não apenas para a Igreja da atualidade, mas para o próprio mundo. A sua presença vale tanto quanto a sua palavra. Vale mais do que a sua palavra. A sua presença é, ela própria, um sacramento da presença do próprio ressuscitado no mundo. Exatamente porque ele traz em si, não apenas um manancial de valores e de referências éticas, mas ele traz em si um ideal de humanidade que é permeável e é dirigido a todos os homens e mulheres de boa vontade”, disse o patriarca.

Mesmo durante a sua hospitalização de mais de um mês, entre fevereiro e março, num hospital em Roma, “a sua presença nunca foi questão” e “nunca esteve em dúvida”, defendeu Rui Valério, que considera que a projeção que o líder da igreja católica tem no mundo é “muito importante”, até para orientação do “caminho do mundo”.

“Seja com a sua personalidade, mas também pela autoridade moral e humanista que o caracteriza, o seu simples estar, o seu simples olhar, o seu simples dizer, é suficiente para fazer compreender aos governantes das nações qual é o sentido correto, o sentido humano, o sentido de proximidade, o sentido da paz que é necessário trilhar. Eu valorizo muito essa presença”, disse Rui Valério.

A trégua na Ucrânia, a aparição do Papa Francisco nas celebrações da Páscoa e a coincidência de cristãos católicos e ortodoxos celebrarem este ano a Páscoa na mesma data devem ser valorizados como sinais, apontou o patriarca.

“O que significa que é mais um sinal de esperança para esta união e reconciliação entre Ocidente e Oriente”, disse.

Caças britânicos intercetam aviões russos junto do espaço aéreo da NATO

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DR

Caças britânicos intercetaram aeronaves russas que voavam junto do espaço aéreo da NATO nos últimos dias, anunciou este domingo o Ministério da Defesa britânico em comunicado.

Na terça-feira, dois jatos Typhoon da Força Aérea britânica (RAF) partiram da Base Aérea de Malbork, na Polónia, para intercetar uma aeronave de informações russa Ilyushin Il-20M ‘Coot-A’ que sobrevoava o Mar Báltico, de acordo com o comunicado.

Dois dias depois, mais dois Typhoons descolaram da mesma base para intercetar uma aeronave desconhecida que saía do espaço aéreo de Kaliningrado, o enclave russo situado entre a Polónia e a Lituânia, e se aproximava do espaço aéreo da NATO.

Estas duas missões fazem parte do primeiro destacamento da RAF na Operação Chessman, como parte do contributo do Reúno Unido para melhorar a vigilância aérea da NATO.

As aeronaves britânicas chegaram ao leste da Polónia há apenas algumas semanas como parte do esforço ao lado da Suécia em defesa do flanco leste da NATO.

O Governo do Reino Unido anunciou no final de fevereiro o seu compromisso de aumentar as despesas com a defesa para 2,5% do PIB britânico até 2027, a maior dotação militar desde o fim da Guerra Fria, em resposta à situação global criada pela invasão russa da Ucrânia.

“O Reino Unido continua inabalavelmente comprometido com a NATO. Face à crescente agressão russa e às crescentes ameaças à segurança, estamos a intensificar os nossos esforços para tranquilizar os nossos aliados, dissuadir os adversários e proteger a nossa segurança nacional”, afirmou o secretário de Estado britânico para as Forças Armadas, Luke Pollard, em comunicado.

“Esta missão demonstra a nossa capacidade de operar lado a lado com a Suécia, o mais recente membro da NATO, e de defender o espaço aéreo da Aliança onde e quando necessário, mantendo-nos seguros em casa e fortes no estrangeiro”, acrescentou.

Despiste de automóvel faz um morto e um ferido grave no concelho de Arronches

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um homem, de 34 anos, morreu e outro, de 20, sofreu ferimentos graves no despiste de um automóvel ocorrido este domingo na Estrada Nacional 246 (EN246) perto de Arronches, que está cortada ao trânsito, informou a Proteção Civil.

A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo indicou à agência Lusa que o acidente, para o qual foi dado o alerta às 11:54, ocorreu ao quilómetro 44 da EN246, no troço que liga Arronches e Portalegre, neste distrito.

Segundo a mesma fonte, o óbito do homem de 34 anos foi declarado no local do acidente.

Às 13:30 de hoje, referiu a fonte da Proteção Civil, o homem que sofreu ferimentos graves ainda não tinha sido transportado para unidade hospitalar e encontrava-se no local a receber assistência.

A EN246 está temporariamente cortada ao trânsito, adiantou a mesma fonte.

As operações de socorro mobilizaram meios e elementos das corporações de bombeiros de Portalegre e Arronches, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da GNR, com um total de 31 operacionais apoiados por 11 veículos e um helicóptero.

Entre os veículos envolvidos no socorro, encontra-se a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Portalegre.

JD Vance encontra-se brevemente com o Papa após desentendimento sobre migrantes

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foto: Vatican Media

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, encontrou-se este domingo brevemente com o Papa para “saudações de Páscoa”, dois meses depois de Francisco, que recupera de uma pneumonia, ter criticado fortemente a política migratória norte-americana.

A comitiva de Vance entrou na Cidade do Vaticano por um portão lateral e estacionou perto da residência de Francisco enquanto a missa de Páscoa era celebrada na Praça de São Pedro.

Francisco, que reduziu significativamente a sua agenda de trabalho para se recuperar, delegou a celebração da missa a outro cardeal.

O Vaticano informou que Francisco e Vance se encontraram por alguns minutos na Casa Santa Marta “para trocar saudações de Páscoa”.

Vance e o Papa manifestaram posições profundamente diferentes sobre a migração e os planos do Governo Trump de deportar migrantes em massa.

Francisco fez do cuidado com os migrantes uma prioridade do seu papado.

Vance, que se converteu ao catolicismo em 2019, encontrou-se no sábado com o secretário de Estado e o ministro das Relações Exteriores do Vaticano.

Depois deste encontro, o Vaticano emitiu uma declaração na qual reafirmou as boas relações entre ambos os Estados e expressou satisfação com o comprometimento da administração Trump em proteger a liberdade de religião e consciência.

A Santa Sé manifestou preocupação com a repressão do Governo dos EUA aos migrantes e os cortes na ajuda internacional, ao mesmo tempo que insistiu em soluções pacíficas para as guerras na Ucrânia e em Gaza.

“Houve uma troca de opiniões sobre a situação internacional, especialmente em relação aos países afetados por guerras, tensões políticas e situações humanitárias difíceis, com atenção especial aos migrantes, refugiados e prisioneiros”, referiu o Vaticano, num comunicado.

“Finalmente, manifestou-se a esperança de uma colaboração serena entre o Estado e a Igreja Católica nos Estados Unidos, cujo valioso serviço às pessoas mais vulneráveis foi reconhecido”, acrescentou.

A referência a uma “colaboração serena” parece aludir à acusação de Vance de que a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA estava a transferir de local “imigrantes ilegais” para obter financiamento federal, o que os principais cardeais dos EUA negaram com veemência.

Milhares de pessoas saíram à rua em Nova Iorque em protesto ‘anti-Trump’

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Milhares de pessoas saíram este sábado à rua em Nova Iorque e noutras grandes cidades dos Estados Unidos no segundo dia de protestos ‘anti-Trump’ no espaço de duas semanas, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Nos cartazes empunhados pelos manifestantes em Nova Iorque liam-se frases como “Nenhum rei na América” e “Resista à tirania”, ao lado de imagens do Presidente norte-americano, Donald Trump, com bigode ao estilo do que usava o líder nazi Adolf Hitler.

“A democracia corre grande perigo”, disse à AFP uma descendente de sobreviventes do Holocausto, Kathy Vali, de 73 anos, defendendo que o que os pais lhe contaram sobre a ascensão do nazismo na Europa na década de 1930 “está a acontecer [nos Estados Unidos]”.

Para esta norte-americana, “a diferença com os outros fascistas (…) é que Trump é demasiado estúpido para ser eficaz, e a sua equipa está dividida”.

Os manifestantes focaram-se particularmente na política anti-imigração da administração Trump, numa altura em que o Supremo Tribunal suspendeu as expulsões de imigrantes baseadas numa lei de 1798 sobre “os inimigos estrangeiros”.

“Os imigrantes são bem-vindos aqui” foi uma das frases entoadas pelos manifestantes em Nova Iorque.

Outra das cidades norte-americanas que foram hoje palco de manifestações ‘anti-Trump’ foi a capital do país, Washington D.C., onde se situa a Casa Branca, a residência e gabinete do presidente norte-americano.

Os protestos foram organizadas pelo grupo 50501, número que representa as 50 manifestações nos 50 estados do país e que resultou num movimento único de oposição ao multimilionário republicano.

O movimento é “uma resposta rápida e descentralizada às ações antidemocráticas e ilegais da administração Trump e dos seus aliados plutocráticos”, lê-se no site do 50501.

De acordo com o grupo, estavam planeadas cerca de 400 manifestações para hoje.

É difícil saber-se quantas pessoas participaram nas manifestações, tendo em conta que muitos departamentos de polícia se recusam a fornecer números.

Ucrânia: Rússia tenta criar impressão de cessar-fogo mas ataques continuam

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de criar uma falsa aparência de cessar-fogo na Páscoa, tendo continuado a fazer bombardeamentos e ataques de drones durante a noite.

“Na manhã de Páscoa, podemos dizer que o exército russo está a tentar criar uma impressão geral de um cessar-fogo, mas em alguns lugares não abandona as tentativas individuais de avançar e infligir perdas à Ucrânia”, afirma Zelensky numa mensagem publicada na rede social “X”.

A denúncia de Volodymyr Zelensky surge após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter ordenado no sábado às suas tropas para fazerem um cessar-fogo na Ucrânia na Páscoa Ortodoxa até às 22:00 de domingo (hora de Lisboa) e instou Kiev a fazer o mesmo.

Apesar da declaração de Putin, Zelensky disse que as forças ucranianas registaram 59 casos de bombardeamentos russos e cinco ataques de unidades em várias áreas ao longo da linha da frente, bem como dezenas de ataques de drones.

O Presidente ucraniano defendeu que a Rússia deve respeitar plenamente as condições do cessar-fogo e reiterou a proposta da Ucrânia de prolongar a trégua por 30 dias, a partir da meia-noite de hoje.

Zelensky afirmou que a proposta “continua em cima da mesa” e que a Ucrânia atuará de acordo com “a situação atual no terreno”.

No final do dia de sábado, oficiais russos instalados na região ucraniana de Kherson, parcialmente ocupada, afirmaram que as forças ucranianas continuavam os seus ataques.

“As tropas ucranianas continuam a atacar cidades pacíficas na região de Kherson, violando a trégua da Páscoa”, escreveu o governador nomeado por Moscovo, Vladimir Saldo, na sua conta no Telegram.

Vladimir Putin anunciou o cessar-fogo temporário invocando razões humanitárias, mas não deu pormenores sobre a forma como o cessar-fogo seria controlado ou se abrangeria os ataques aéreos ou as batalhas terrestres em curso, que se desenrolam 24 horas por dia.

O anúncio do cessar-fogo foi feito depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito na sexta-feira que as negociações entre a Ucrânia e a Rússia estão “a chegar a um ponto crítico” e que nenhum dos lados está a “jogar” com ele no seu esforço para acabar com a guerra de três anos.

Um morto e 11 feridos graves em 221 acidentes nas últimas 24 horas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um morto, 11 feridos graves e 77 ligeiros é o resultado de 221 acidentes registados pelos militares da GNR nas últimas 24 horas, segundo o balanço provisório da Operação Páscoa 2025 hoje divulgado pela Guarda Nacional Republicana.

A GNR refere em comunicado que um homem de 65 anos morreu na sequência de um despiste de um veículo ligeiro ocorrido no sábado à tarde na Rua de São Bento, na localidade de Vale de São Cosme, Famalicão, no distrito de Braga.

Desde as 00:00 dia 11 de abril, quando iniciou a Operação “Páscoa 2025”, até às 23:59 de sábado, a GNR registou 1.971 acidentes, dos quais resultaram três vítimas mortais, 42 feridos graves e 567 feridos leves, segundo os dados provisórios divulgados em comunicado.

Nas ações de patrulhamento rodoviário e de “prestação de auxílio aos condutores, para garantir o decorrer das festividades da Páscoa e as deslocações de pessoas em segurança”, os militares fiscalizaram neste período 62.943 condutores.

Dos condutores fiscalizados, 576 conduziam com excesso de álcool e, destes, 350 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l.

“Foram ainda detidas 194 pessoas por conduzirem sem habilitação legal”, salienta a GNR nos resultados da Operação Páscoa, que termina na segunda-feira.

Os militares detetaram 11.121 contraordenações rodoviárias, das quais 2.755 por excesso de velocidade, 288 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança ou cadeirinha para crianças, 347 por uso indevido do telemóvel a conduzir, 1.528 por falta de inspeção periódica obrigatória e 482 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

A GNR salienta, no comunicado, que irá continuar a priorizar a fiscalização a situações de condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, bem como o excesso de velocidade, utilização indevida do telemóvel, utilização correta do cinto de segurança e de cadeirinha, falta de inspeção periódica e de seguro de responsabilidade civil obrigatórios.

Estará também atenta à “incorreta execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem”.

No comunicado, a GNR reafirma “o seu compromisso de trabalhar para a segurança da população, sobretudo num período em que o convívio familiar e as tradições ganham ainda maior significado”.

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