O provedor confirmou que, de acordo com as informações prestadas pelas funcionárias, o alarme de fumo do Lar da Misericórdia de Mirandela não foi acionado durante o incêndio que ocorreu neste sábado e que provocou seis mortes.
Uma pessoa que reside a cerca de 50 metros do lar contou que só se apercebeu do incêndio quando os cães começaram a ladrar. Não ouviu qualquer sinal sonoro do alarme — apenas ouviu os gritos das utentes e viu um fumo denso.
A causa do incêndio parece ter sido um curto-circuito num colchão antiescaras. As câmaras de vigilância indicam que as colaboradoras tinham feito uma ronda cerca de 10 minutos antes de o fumo começar a sair por baixo da porta do quarto onde estavam três utentes que viriam a morrer.
No total, morreram seis idosos — três carbonizados e três por inalação de fumo. Os corpos foram transportados para os Institutos de Medicina Legal de Mirandela (quatro) e Bragança (dois). Além disso, o incêndio deixou 25 feridos, sendo cinco em estado grave, que foram encaminhados para os hospitais de Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança.
A Polícia Judiciária está a investigar o sucedido e encontra-se ainda no local. Face à gravidade do incidente, o município de Mirandela declarou três dias de luto oficial.


