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Domingo, Maio 24, 2026

Eleições: Sob chuva forte Ventura foi ao Porto pedir um “grande resultado”

A campanha do Chega para as eleições legislativas arrancou hoje com uma arruada no Porto e nem a chuva forte que caiu durante todo o percurso demoveu André Ventura, que disse esperar um “grande resultado” a 10 de março.

A primeira iniciativa do Chega no arranque da campanha oficial para as eleições legislativas de 10 de março foi uma arruada na rua de Santa Catarina, no Porto, que aconteceu mesmo estando “a chover a potes”, como comentou André Ventura.

O líder do Chega liderava a comitiva que seguia atrás de um grupo de bombos, acompanhado pelo cabeça de lista pelo Porto e deputado, Rui Afonso, e por outros candidatos, como Marcus Santos ou Cristina Rodrigues (que foi deputada eleita pelo PAN).

Pelo caminho, os apoiantes gritavam: “Nós só queremos Ventura a governar, Ventura a governar, Ventura a governar” e “pouco importa, pouco importa, se eles falam bem ou mal, queremos o André Ventura a mandar em Portugal”.

Em declarações aos jornalistas durante o percurso, que terminou na praça da Batalha, o presidente do Chega disse que o partido “tem tido mais dificuldades no norte do que no sul do país” em convencer o eleitorado.

André Ventura assinalou que a campanha do Chega estará concentrada nos distritos mais a norte durante a primeira semana, para “pedir ao norte apoio decisivo para vencer estas eleições”.

O objetivo, indicou, é ter um “grande resultado” nesta zona do país.

André Ventura ia cumprimentando algumas pessoas que conseguiram furar por entre o grupo de jornalistas, seguranças, candidatos e militantes que o rodeavam, debaixo de um “mar” de guarda-chuvas que ia protegendo, mas pouco, da chuva forte.

Duas dessas pessoas foram dois homens que se identificaram como “lesados do BES” e pediram ao líder do Chega que apoie a “resolução da causa dos lesados”.

“São 10 anos de espera, isto é uma vergonha e um escândalo, andamos a pedir esmolas há 10 anos”, afirmou um dos homens, pedindo a André Ventura que “faça a limpeza a estes senhores, está tudo entranhado no sistema”.

“Podem contar connosco”, respondeu-lhes André Ventura, afirmando que o Chega propôs que “o património do BES fosse todo revertido para os lesados e que tivessem a sua compensação”.

“Eu tenho-me fartado de dizer na televisão, em todo o lado, que não podemos continuar a ter os banqueiros que nos levaram à falência a viverem em palácios e vocês sem dinheiro”, acrescentou.

Outra mulher dirigiu-se ao presidente do Chega para dizer que “os emigrantes estão consigo, tendo respondido: “vou lutar por vocês, vamos mudar isto”.

Já depois de André Ventura deixar o local, um dos apoiantes, numa alusão à chuva que caía, disse: “é preciso água para fazer a limpeza”, numa referência ao ‘slogan’ do partido “Portugal precisa de uma limpeza”.

Na chegada à Praça da Batalha, o líder do Chega dirigiu-se aos presentes a partir de um palanque colocado debaixo de um toldo, a partir de onde voltou a acusar PS e PSD de querem “calar o Ministério Público e a Polícia Judiciária, amordaçá-los para que os políticos estejam acima da lei e tenham impunidade perante a lei”, em vez de fazer uma reforma da justiça.

“Já o quis Rui Rio, quer Montenegro e quer Pedro Nuno Santos. Quando a justiça lhes bateu à porta, eles decidiram que tínhamos que calar a justiça”, criticou.

André Ventura garantiu o Chega quer “fazer precisamente o contrário” e “dar as armas os meios e a força à justiça, para que não sobre um corrupto em liberdade neste país”.

Num dia em que várias caravanas estiveram no distrito do Porto, a arruada do Chega aconteceu ao mesmo tempo que a CDU fazia um comício no teatro Rivoli, a algumas centenas de metros.

Nas últimas eleições legislativas, em 2022, o Chega conseguiu 42.998 votos (4,37 %) e elegeu dois deputados pelo círculo do Porto, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

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