Cristiano Ronaldo revelou hoje que chegou a ponderar abandonar a seleção portuguesa depois do Mundial, mas uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e com o selecionador levou-o a manter-se disponível para a equipa das ‘quinas’.
“Sim, considerei [deixar a seleção após o Mundial]”, afirmou o capitão português, de 41 anos, durante uma conferência de imprensa no Portugal Football Summit, na Cidade do Futebol, em Oeiras.
Ronaldo explicou que costuma refletir sobre as decisões relacionadas com o futuro e que a sua presença no evento é um sinal de que continuará a representar Portugal.
“Estou sempre a pensar nas minhas decisões, no meu futuro, no meu presente. Sou um pensador. Tenho de pensar em tudo”, disse.
O avançado revelou depois ter conversado com o presidente da FPF e com o treinador da seleção, assegurando que ambos continuam a contar com ele.
“Eles contam comigo. Eu ainda acredito que posso ajudar a seleção nacional a alcançar o que desejam”, afirmou.
Questionado sobre o momento em que poderá terminar a carreira internacional, Ronaldo não revelou uma data, mas garantiu que a sua decisão será comunicada antes do último encontro pela seleção.
Sobre os objetivos que ainda pretende alcançar, o capitão português não quis escolher entre chegar ao milésimo golo da carreira e conquistar novamente a Liga das Nações, apontando para a possibilidade de concretizar ambos.
Numa intervenção que fugiu ao formato tradicional das conferências de imprensa, Ronaldo abordou ainda a escolha de Jorge Jesus para o comando da seleção, considerando o treinador “a escolha perfeita”.
O jogador recorreu também ao humor para reforçar a sua intenção de continuar ligado à equipa nacional, afirmando que apenas “com uma caçadeira” o conseguiriam afastar, acrescentando: “E mesmo assim consigo desviar-me da bala.”


