Uma programação turística e cultural renovada foi hoje apresentada pela Inatel na Batalha, no distrito de Leiria, inspirada na “essência de portugalidade” que representam Aljubarrota e o Mosteiro da Batalha, afirmou o presidente da fundação.
“A Fundação Inatel tem duas ou três grandes missões. Uma delas é pegar na portugalidade, na defesa daquilo que nos faz ser um país, e sabendo que esta portugalidade se está sempre renovando, estabelecer uma relação entre as raízes desta portugalidade e o futuro, as novas gerações”, disse Francisco Madelino.
Nesse sentido, a Inatel, o município da Batalha e o Mosteiro da Batalha revelaram hoje uma programação que cruza turismo social, música, património e teatro.
“Foi aqui que se consolidou a independência nacional. [O campo de batalha de] Aljubarrota e o Mosteiro da Batalha estão na essência desta portugalidade. Seja no turismo, na cultura, na gastronomia, na identidade nacional, seja nesta renovação da identidade portuguesa, a Batalha está no centro” e é “uma das coisas que mais nos liga à portugalidade”, defendeu o presidente da Fundação Inatel.
O plano do Inatel para a Batalha compreende seis atividades, sendo uma das principais um programa de turismo que permita visitas a “grupos [sociais] que têm mais dificuldade a ele aceder”.
“Estamos em período experimental. Vamos ter dois grupos, que normalmente trazem à volta de 50 pessoas [cada]. São metas experimentais, mas o objetivo é ter 20 ou 30 visitas por ano”, desejou Francisco Madelino, lembrando que, há mais de uma década, a fundação tinha “um fluxo turístico para esta zona relativamente forte”.
“Tem de se por a máquina novamente a funcionar. Acreditamos que estas visitas vão ser multiplicadas”, acrescentou, porque, “seja nos públicos adultos e seniores, seja nos jovens, temos aqui um campo de intervenção extremamente forte”.
Na programação será dado um “salto qualitativo extremamente forte” no Polifonias, proposta que promove o diálogo entre o património edificado e o património musical português.
Pelo Mosteiro da Batalha serão incrementados os circuitos Polifonias, que já se realizaram em anos anteriores, agora envolvendo uma dezena de filarmónicas, coros e outras formações musicais, tendo o tenor Carlos Guilherme como convidado especial.
Francisco Madelino anunciou, a propósito de Polifonias, ter lançado ao município da Batalha o desafio de realizar “um grande festival de polifonia” no Mosteiro, “com polifonias nacionais e grupos internacionais”.
“O Mosteiro da Batalha tem características ótimas para isso. É uma ambição. Estamos a tentar e este ano damos um grande passo em frente com [o reforço do] Polifonias”, disse.
A Fundação Inatel vai também participar na Feira Internacional de Artesanato e Gastronomia da Batalha, entre 07 e 11 de junho, levando à vila cante alentejano, percussão de Miranda do Corvo e um espetáculo de dança com fogo.
Também o festival “POPular na rua” da Inatel chega à Batalha entre os dias 30 de junho e 02 de julho, com concertos de Uxukalhus, Anaquim e Sensi.
Mais para o fim do ano, em outubro, será reforçado o Ciclo de Teatro pelo concelho.
O presidente da Câmara da Batalha anunciou ainda estarem a ser articuladas pelo Inatel excursões “de turismo sénior ao Mosteiro que tenham acesso a visitas encenadas pelo grupo ‘O Nariz’” e outra proposta de visita “à procissão dos caracóis, no Reguengo do Fétal”.
“Este é um programa inovador na Batalha. Esta parceria com a Inatel vai ter excelentes resultados e permitir, nos anos seguintes, eventualmente, ampliar a intervenção do Inatel em colaboração com o município e o Mosteiro da Batalha”, procurando, segundo Raul Castro, “trazer mais turismo”.


