A Câmara de Santarém está a preparar uma Central Municipal de Operações de Socorro (CMOS) que permitirá identificar a localização e disponibilidade dos meios de proteção civil e acionar mais rapidamente os recursos adequados e mais próximos de cada ocorrência, anunciou o vice-presidente da autarquia.
A estrutura funcionará 24 horas por dia, 365 dias por ano, e terá como missão centralizar a monitorização e gestão das ocorrências, reforçando a coordenação entre os diferentes agentes de proteção civil.
Segundo Emanuel Campos, o projeto está atualmente em “fase de consolidação técnica”, depois de a Proteção Civil Municipal e os corpos de bombeiros do concelho terem visitado quatro centrais semelhantes em funcionamento no país.
O município está agora a consultar o mercado e a recolher propostas para a implementação de um sistema integrado de gestão operacional e para a aquisição dos equipamentos necessários.
Através de uma plataforma, será possível acompanhar as ocorrências em tempo real e consultar a localização e disponibilidade dos recursos existentes no concelho.
A solução deverá contribuir para reduzir os tempos de resposta, evitar a duplicação de recursos e melhorar a utilização dos meios disponíveis, segundo o autarca.
Entre as funções previstas estão também a gestão e coordenação dos meios operacionais, a partilha de informação entre entidades e o apoio à tomada de decisão em situações de emergência.
A central poderá assumir particular importância em ocorrências de maior complexidade, como tempestades severas, cheias, incêndios rurais e outros fenómenos associados às alterações climáticas, permitindo uma visão global das operações e uma maior articulação entre os agentes de proteção civil.
Numa primeira fase, a CMOS ficará instalada no atual edifício da Proteção Civil Municipal. A intenção da autarquia é integrá-la posteriormente no projetado Campus Municipal de Proteção Civil.
O futuro campus deverá também acolher a Companhia de Sapadores Bombeiros de Santarém, a Cruz Vermelha Portuguesa e a futura Polícia Municipal.
O investimento necessário ainda não foi determinado. O município está a recolher propostas para as componentes tecnológica, operacional e de recursos humanos e admite recorrer a programas de financiamento nacionais ou comunitários.
“O nosso objetivo é garantir que o concelho de Santarém esteja cada vez mais preparado, mais resiliente e mais capaz de enfrentar tanto os desafios do quotidiano como as situações de emergência mais exigentes”, afirmou Emanuel Campos.


