A PJ realizou 19 buscas em Lisboa, Leiria, Santarém e Benavente e deteve quatro médicos.
Nove pessoas foram constituídas arguidas, mas a investigação continua.
Em causa estão suspeitas de crimes de corrupção, falsificação de documentos, fraude à Segurança Social e burla qualificada.
Emuna Mia, médica com consultório em Santo Estêvão, prestadora de serviços Clínicos na Fundação Padre Tobias, em Samora Correia e no SAP serviço de urgências, em Benavente, alegadamente cobrava o valor de mil euros para acompanhar processos de reforma por invalidez.
A médica moçambicana que vive no concelho de Benavente há mais de 30 anos, pessoa estimada na comunidade, foi detida na terça-feira.
A PJ realizou 19 buscas (três em consultórios médicos) em Santo Estêvão, Benavente, Santarém, Leiria e Lisboa. Foram ainda detidos mais três médicos.
Em causa estão suspeitas de crimes de corrupção, falsificação de documentos, fraude à Segurança Social e burla qualificada.
O esquema terá começado há seis anos.
Depois de o caso ter sido revelado pela SIC, a Ordem dos Médicos condenou a atuação da médica e anunciou a abertura de um inquérito.
Numa única empresa pública, a Carris, esta médica conseguiu que dezenas de trabalhadores se reformassem por invalidez.
Os beneficiários das pensões podem ser constituídos arguidos e condenados a devolver os montantes recebidos no caso da Segurança Social se consituir assistente e o Tribunal provar a existência de atos ilicitos no processo de obtenção de reformas.


