A aplicação Tea, criada com o objetivo de oferecer mais segurança a mulheres e pessoas não-binárias durante encontros marcados online, foi alvo de um ciberataque que resultou no roubo de 72 mil imagens dos seus utilizadores. A violação dos dados afetou conteúdos trocados dentro da plataforma até fevereiro de 2024.
Das imagens expostas, cerca de 13 mil correspondiam a fotografias utilizadas para verificação de identidade, em que utilizadoras apareciam com documentos pessoais. As restantes 59 mil foram retiradas de perfis, conversas e comentários dentro da app. Apesar da gravidade do caso, a empresa garantiu que nenhuma informação como e-mails ou números de telefone foi comprometida.
O ataque está a ser investigado e a empresa responsável pela aplicação afirma já ter acionado especialistas em cibersegurança para apurar a origem da falha e reforçar os seus sistemas de proteção. Até agora, os autores do ataque continuam por identificar.
A Tea App foi lançada em 2023, nos Estados Unidos, com a promessa de criar um ambiente mais seguro nas relações criadas através de aplicações. A plataforma permite, por exemplo, alertar outras utilizadoras sobre comportamentos abusivos de pessoas com quem já se cruzaram.
Apesar da rápida resposta da empresa, a fuga de dados deixa em evidência os riscos crescentes de segurança associados a plataformas onde circulam informações pessoais e conteúdos sensíveis — especialmente num contexto que exige confiança total por parte das utilizadoras.


