Os 34 detidos no mega processo ligado ao tráfico de droga por via marítima vão conhecer esta tarde, no Tribunal de Santarém, as medidas de coação que lhes serão aplicadas. O anúncio está previsto para as 16h00.
Entre os arguidos estão empresários de Samora Correia, Castanheira do Ribatejo, Marinhais e Benfica do Ribatejo, além de dois funcionários da herdade onde funcionava um dos armazéns usados. Todos passaram as últimas três semanas a pernoitar em postos da GNR.
As detenções começaram a 7 de julho, num processo que envolve cidadãos portugueses e espanhóis. A maioria recusou prestar declarações perante o juiz de instrução criminal.
O Ministério Público pediu prisão preventiva para 22 dos suspeitos, mas é provável que a maioria acabe por sair em liberdade, podendo ficar sujeitos a medidas como prisão domiciliária com caução, apresentações periódicas às autoridades ou apenas termo de identidade e residência.
A operação, liderada pela GNR em colaboração com a Guardia Civil espanhola, aponta para uma rede criminosa altamente organizada, alegadamente dedicada à construção de lanchas rápidas para transportar droga entre o norte de África e a Europa, usando o rio Tejo como ponto de partida.
Na investigação foram apreendidos mais de 780 mil euros em dinheiro, 7 toneladas de haxixe, 650 kg de cocaína, 43 lanchas rápidas, 40 motores potentes, 11 armas de fogo e 24 viaturas — num total de bens avaliados em cerca de 10,5 milhões de euros.


