As associações de bombeiros voluntários estão a pressionar o Governo com um ultimato: se até ao dia 23 de julho não forem pagas as verbas em atraso relativas ao serviço prestado ao INEM, as corporações deixarão de utilizar as ambulâncias do instituto a partir do dia 25.
A decisão foi tomada após uma reunião do Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses, que denuncia meses de incumprimento por parte do Estado. Em causa estão pagamentos de maio e retroativos desde fevereiro que continuam por regularizar, comprometendo o funcionamento e a sustentabilidade das corporações.
Se não houver resposta até à data limite, os bombeiros avançarão com uma medida de protesto que consiste em recorrer exclusivamente às suas próprias ambulâncias para garantir os socorros. Essa opção implica custos mais elevados para o Estado — cerca de 45 euros por saída, face aos 21 euros atualmente pagos pelo serviço com ambulâncias do INEM.
Apesar da firmeza na posição, o presidente da Liga, António Nunes, garante que a população não será prejudicada, assegurando que existe frota própria suficiente para responder às necessidades. Ainda assim, a medida poderá ter impacto nas finanças públicas e reacender o debate sobre a relação entre o INEM e as corporações de bombeiros, num contexto de crescente insatisfação.
O Governo ainda não reagiu oficialmente ao aviso.


