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Segunda-feira, Maio 25, 2026

PS realça “marcas” do Governo no distrito de Leiria, oposição fala em propaganda

O deputado socialista Lacerda Sales elogiou esta quarta-feira a iniciativa “Governo mais Próximo” em Leiria, num discurso em que defendeu que os portugueses precisam de mais país real e “menos São Bento”.

“Leiria e muitos outros distritos do país aplaudem e anseiam por mais iniciativas como esta, porque governar é isto mesmo: Ir ao país real, ver, ouvir e agir. É isto que este Governo está a fazer e é isto que os portugueses esperam do Governo, menos São Bento e mais país”, declarou o ex-secretário de Estado da Saúde numa intervenção em plenário.

Lacerda Sales referiu que, nos últimos oito anos, o distrito de Leiria criou 43 mil novos postos de trabalho e o volume de negócios das empresas aumentou quase 44 mil milhões de euros, antes de defender que a recente iniciativa “Governo mais Próximo” percorreu 16 municípios e “deixou marcas”.

De acordo com o deputado do PS, o Governo deixou marcas na economia, na proteção das vítimas de violência doméstica, no setor social, na justiça, agricultura e ambiente, destacando a regeneração do pinhal de Leiria com “a cedência de um talhão de 33 hectares na mata nacional destruída pelo incêndio de 2017 pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ao Município de Leiria e avaliação do reforço de equipas de sapadores florestais na região”.

Lacerda Sales falou ainda em marcas nos setores da segurança, da mobilidade e da habitação, “com o anúncio do alargamento da bonificação dos juros para mitigar o impacto da subida das taxas de juro, podendo auxiliar cerca de 200 mil famílias, e da fixação da prestação do crédito por dois anos que pode beneficiar um milhão de famílias”.

Na saúde, o ex-secretário de Estado realçou a inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) Semear, no Centro de Saúde da Marinha Grande, mas foi depois confrontado com a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, que o questionou sobre o novo hospital do Oeste, “que se arrasta há duas décadas e que poderá ser uma parceria com privados”, e com a nova linha ferroviária do Oeste.

Lacerda Sales respondeu que, “com o Governo do PS, o Centro Hospitalar do Oeste vai avançar, e as obras na linha ferroviária do Oeste estão em curso, primeiro na parte sul”.

“São duas importantes infraestruturas que estão a avançar”, sustentou, num debate em que o Governo foi acusado de “propaganda” por PCP, Chega, Iniciativa Liberal e PSD.

Em relação à iniciativa “Governo mais Próximo”, o deputados do PSD Hugo Oliveira e a líder parlamentar do PCP consideraram que o executivo esqueceu os produtores de pera rocha, os pescadores e a linha ferroviária do Oeste, bem como a situação da saúde e da educação naquele distrito.

“O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, não teve coragem de ir às Caldas da Rainha. O Governo limitou-se a fazer promessas virtuais”, salientou Hugo Oliveira, antes de Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal, ter considerado que o executivo de António Costa é especialista em anúncios grátis.

“Anuncia coisas grátis, mas depois não consegue entregar nada”, concluiu.

Pela parte do Chega, Bruno Nunes criticou os “baixíssimos níveis de execução do Plano de Recuperação e Resiliência” e disse estar em curso uma regionalização administrativa no território nacional, contra a Constituição e com a qual só o PDS concorda.

Já a deputada do PAN Inês de Sousa Real falou sobre a atual conjuntura de subida de juros, dizendo que o Governo tem de escolher “se dá a mão às famílias com créditos à habitação ou se a dá à banca”.

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