A Câmara de Leiria inicia este mês a requalificação das primeiras nove de 35 habitações sociais do município, num investimento de quase 2,4 milhões de euros, disse esta terça-feira à agência Lusa a vereadora Ana Valentim.
“No âmbito da Estratégia Local de Habitação, uma das nossas propostas que foi aprovada foi reabilitar aquilo que é o parque habitacional de habitação social do município, onde estão integradas 35 habitações”, afirmou Ana Valentim
Segundo a autarca, trata-se de habitações sociais no bairro Francisco Sá Carneiro, em Marrazes, e na Maceira, Monte Redondo, Barreira e Coimbrão.
A vereadora, que tem, entre outros, o pelouro da Habitação, esclareceu que o município, em 2019, fez reabilitação “de alguns bairros sociais do município”, através da linha de financiamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).
“As habitações que não ficaram integradas no PEDU vamos reabilitá-las agora através da Estratégia Local de Habitação”, referiu, notando que o objetivo, “à semelhança do PEDU, é melhorar as condições de habitação das famílias que estão em arrendamento apoiado”.
A vereadora adiantou que o que está aprovado na Estratégia Local de Habitação, seja para reabilitação, seja para construção de raiz, são oito milhões de euros.
Ana Valentim explicou que as obras nas primeiras de 35 habitações “vão começar ainda este mês”, adiantando que o processo vai ser gradual, pois há necessidade de realojar as famílias transitoriamente.
“Aquilo que estamos a fazer em termos da intervenção e das adjudicações é fazer também gradualmente à medida que temos alternativa para realojar estas famílias”, referiu, observando que o município tem tido neste aspeto do realojamento a colaboração da cooperativa de habitação NHC que está no bairro Francisco Sá Carneiro.
Nesta primeira fase, a requalificação abrange nove habitações sociais do município, distribuídas por este bairro, Monte Redondo e Coimbrão.
Todos os trabalhos devem estar concluídos em menos de um ano, até “porque há algumas situações em que as reabilitações não são tão profundas como noutros casos”.
A autarca especificou que há casos de “canalização antiga, equipamentos de cozinha e de casa de banho antigos, infiltrações e alguma degradação decorrente destes anos e de não ter havido manutenção”.
“Tudo o que é linhas de financiamento que tenham a ver com o parque habitacional do município que possamos reabilitar é isso que temos feito. E o que é um facto é que, depois desta intervenção, ficamos com todas as frações de habitação social do município reabilitadas”, acrescentou.


