Em Portugal, passaram-se já dez anos desde que a lei que permite a adoção por casais do mesmo sexo entrou em vigor. No período entre 2017 e 2024, 71 crianças foram adotadas por casais homoparentais — um marco modesto em números, mas decisivo na vida destas famílias.
Especialistas em psicologia e comportamento afirmam que, apesar dos valores ainda reduzidos comparados ao total de adoções, a adoção por casais do mesmo sexo representa uma importante conquista social e legal. Estudos científicos mostram que não existem diferenças significativas na capacidade de cuidar e educar crianças entre casais heterossexuais e homossexuais.
As instituições responsáveis pelos processos de adoção — como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e serviços sociais — têm investido em formação específica e sensibilização para garantir que os procedimentos não sofram discriminação. Ainda assim, persistem desafios: o estigma social, preconceitos culturais e ainda a reticência de parte da sociedade face à parentalidade LGBTQIA+.


