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Quinta-feira, Outubro 8, 2026

Violência psicológica afeta mais de 30% dos profissionais de saúde

A violência psicológica é considerada frequente ou generalizada por 32,8% dos profissionais de saúde inquiridos num estudo realizado em Portugal, que revela também baixa confiança nos mecanismos de resposta a situações de violência e assédio.

O inquérito, que reuniu 1.678 respostas no âmbito do projeto BRAVE-WOW, mostra que 45,5% dos participantes consideram que comportamentos inadequados são minimizados ou desculpados. Apenas 16,1% avaliam como eficaz a resposta das organizações e 19% consideram que os casos são tratados de forma justa.

O assédio moral é referido por 24% dos inquiridos e a violência verbal por 23,2%. Os superiores hierárquicos são apontados como autores em 17,5% dos casos frequentes ou generalizados, seguidos dos colegas (12%), doentes (11,7%) e familiares ou acompanhantes (11,1%).

A sobrecarga de trabalho e a sobrelotação são associadas a episódios frequentes ou generalizados de violência ou assédio por 34,3% dos participantes. Cerca de um quinto desconhece ainda a existência de apoio jurídico (20,9%) ou de pessoal responsável pelo acompanhamento de incidentes (19,1%).

A coordenadora do projeto, Leonor Pais, defende que os resultados mostram a necessidade de mecanismos capazes de responder não apenas a episódios isolados, mas também a comportamentos repetidos. O BRAVE-WOW reúne 19 organizações de Portugal, Itália, Espanha e Eslovénia e prevê um diagnóstico comparativo nos 27 Estados-membros da União Europeia.

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