Um estudo recente, publicado no Journal of the Human Development and Capabilities, revela que crianças que começam a usar smartphone antes dos 13 anos têm maior probabilidade de enfrentar sérios desafios de saúde mental. Entre os impactos identificados estão pensamentos suicidas, regulação emocional deficiente, autoestima baixa e até sensações de desrealização ou distanciamento da realidade.
Segundo os investigadores, cada ano anterior aos 13 em que a criança recebe um smartphone está associado a uma menor qualidade de bem‑estar mental e emocional ao longo da vida.
O estudo também indica que meninas parecem ser mais vulneráveis: cerca de 9,5 % relataram estar a lutar com sua saúde mental, contra 7 % dos meninos.
Além disso, o acesso precoce ao smartphone está ligado a interrupções no sono, maior exposição ao cyberbullying e dinâmicas familiares tensionadas.
Estes achados respaldam recomendações de especialistas para adiar ao máximo o uso de smartphones por crianças, para preservar o seu desenvolvimento emocional e mental.


