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Quinta-feira, Abril 16, 2026

Segundo autocarro ardeu hoje à noite perto do bairro do Zambujal – PSP

Um segundo autocarro ardeu ontem à noite na região de Lisboa, adiantou fonte da PSP, acrescentando que tem meios posicionados em vários pontos devido aos desacatos, após a morte de um homem baleado pela polícia na Amadora.

Em declarações aos jornalistas no bairro do Zambujal, na Amadora, onde se registam desacatos pela segunda noite, o superintendente Manuel Gonçalves referiu que ardeu um segundo autocarro fora deste bairro, na Portela de Carnaxide (Oeiras).

A mesma fonte destacou que a situação na Portela de Carnaxide está controlada, que não se registaram feridos e que as autoridades estão a investigar a ocorrência, não existindo ainda detenções.

O superintendente Manuel Gonçalves apontou que os meios da PSP estão dispersos em vários pontos do concelho da Amadora e arredores, devido aos desacatos.

“Temos registo de várias comunicações falsas [para incêndios]. Apelo a todos que não entrem em brincadeiras e não desviem a atividade da polícia porque alguma pode ser verdade”, vincou.

O superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) garantiu ainda que as forças policiais estão a investigar para encontrar os responsáveis pelos desacatos, recorrendo ao auxílio das imagens de videovigilância do concelho.

Momentos antes a PSP tinha revelado, em comunicado, que uma pessoa foi detida hoje à noite por posse de material combustível no bairro do Zambujal.

Odair Moniz, de 43 anos, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, no Bairro da Cova da Moura, na Amadora, e morreu pouco depois, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Segundo a direção nacional da PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial na Avenida da República, na Amadora, e “entrou em despiste” na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigem uma investigação “séria e isenta” para apurar “todas as responsabilidades”, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias. De acordo com os relatos recolhidos no bairro pelo Vida Justa, o que houve foram “dois tiros num trabalhador desarmado”.

Na segunda-feira, o Ministério da Administração Interna determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito urgente e também a PSP anunciou a abertura de um inquérito interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. O agente que baleou o homem foi entretanto constituído arguido, indicou fonte da Polícia Judiciária.

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