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Caldas da Rainha
Terça-feira, Março 10, 2026

Para combater corrupção poder político não pode estar submisso a interesses privados

O secretário-geral do PCP disse hoje, nas Caldas da Rainha, que é preciso combater a corrupção não deixando o poder político “ajoelhado” perante o poder económico, dando como exemplo as decisões do novo aeroporto de Lisboa.

“O aeroporto é um investimento que o país precisa, que é importantíssimo para o país e não podem ser interesses privados a decidir se há ou não há aeroporto e onde é que ele é localizado. É uma decisão política e pública, do Governo, e achamos inadmissível que se possa sequer pensar que seja a Vinci, detentora da ANA, a decidir”, disse.

Para Paulo Raimundo, “um dos maiores focos da corrupção são todos os processos de privatização do nosso país e, se queremos combater a corrupção, temos de nos desviar das privatizações”.

Segundo o líder comunista, “é possível resolver” a corrupção “atacando as causas e os responsáveis e as privatizações são o exemplo disso, o tráfico de influências, o que faz com que o interesse público esteja subordinado ao interesse económico e é isso que é preciso alterar”.

Em contacto com os eleitores nas ruas do centro da cidade de Caldas da Rainha e pela sua Praça da Fruta, o secretário-geral do PCP defendeu que a corrupção também se combate “atacando as injustiças e as desigualdades”.

“Não é possível termos milhões de euros por dia de lucros económicos da banca e milhares e milhares de pessoas apertadas sem conseguir aguentar a casa e milhares e milhares de pequenos empresários com muitas dificuldades para aguentar o seu negócio”, exemplificou.

Questionado sobre o caso das irmãs gémeas tratadas no Hospital de Santa Maria, Paulo Raimundo desvalorizou o chumbo do PS ao pedido da Iniciativa Liberal para ouvir a ex-ministra da Saúde Marta Temido e o ex-secretário de Estado da Saúde Lacerda Sales, na Assembleia da República, por já haver investigações em curso.

“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que rapidamente se clarifique tudo, é do interesse público. Achamos que não contribui para essa clarificação alimentar esse assunto”, disse.

Se vier a ser provado que o Presidente da República teve algum envolvimento no caso, Raimundo está convicto de que “o senhor Presidente tomará as iniciativas que sejam convenientes em função dessa realidade”.

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