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Quarta-feira, Abril 15, 2026

Panteras mostram garras e vencem as Águias

O último jogo da primeira jornada do campeonato de futebol (2023-24) reservou uma noite de emoções fortes, quase impróprias para cardíacos. O estádio do Bessa, na cidade do Porto, recebeu o jogo Boavista Futebol Clube (BFC) com o Sport Lisboa e Benfica (SLB), numa noite amena climatericamente, mas quente em emoções.

O Benfica entrou no aquecimento como se fosse rei e senhor do espaço, aclamado pela sua massa associativa com cânticos «…e o Benfica é campeão…». Tudo era festa e aclamação, parecia que ia ser um passeio no Bessa. Contudo, tal não se verificou. Qual embate de David contra Golias, o Boavista mostrou que aquela era a casa da Pantera, não das águias.

O Boavista com um jogo seguro, firme e bem pensado, neutralizou os avanços encarnados. Até o platino Di Maria teve o seu momento de glória ao abrir o marcador, mas foi sempre marcado pela defesa axadrezada. Nada podia fazer… nem com um pequeno apoio vindo da bancada boavisteira, onde foi desfraldada uma bandeira da Argentina, campeã mundial de futebol.

Temos de ser francos e a baliza do Boavista estava bem abençoada pois o Benfica várias vezes rematou aos postes e barra, não conseguindo finalizar o golo. Num jogo equilibrado, quase empatado na posse de bola (49% BFC x 51% SLB), precisão de passe (81% BFC x 83% SLB), passes (408 BFC x 414 SLB%), remates (10 BFC x 11 SLB) e remates à baliza 3 contra 5. Ao nível das cartolinas mostradas pela equipa de arbitragem reflete-se o mesmo sentido de empate, um cartão vermelho para cada equipa e 4 amarelos para ambas as formações. Disciplinarmente, o Benfica cometeu mais faltas que o Boavista, 14 contra 13.

Moral da história: o excesso de confiança com que o Benfica entrou em campo, embalado pela vitória na Supertaça Cândido de Oliveira contra o FC Porto, foi certamente o seu calcanhar de Aquiles, descurou a defesa e só pensava na vitória que lhe escapou. Menosprezou o adversário, que soube aproveitar a superioridade numérica após a expulsão de Musa. A equipa de Petit soube manter o sangue frio e foi sempre em busca da reposição da igualdade, trabalho de deu frutos, com a marcação do golo da vitória axadrezada, numa compensação de tempo que mais parecia a primeira parte de um prolongamento (90’+13’)… As panteras mostraram que têm garra!

Texto por Sérgio Carvalho

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