A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para o risco de a comunidade internacional se estar a “habituar” às restrições impostas no Afeganistão, sobretudo no que diz respeito aos direitos das mulheres e das raparigas.
Segundo responsáveis da ONU, a contínua limitação de liberdades fundamentais — incluindo o acesso à educação, ao trabalho e à vida pública — está a tornar-se uma realidade normalizada, o que levanta sérias preocupações a nível global. As autoridades internacionais alertam que aceitar estas medidas sem reação pode agravar ainda mais a situação dos direitos humanos no país.
Desde a tomada de poder pelos talibãs em 2021, o Afeganistão tem registado um recuo significativo nos direitos fundamentais, com mulheres e raparigas a serem sistematicamente excluídas de várias áreas da sociedade, incluindo educação e emprego.
A ONU sublinha que esta situação ocorre num contexto de crise humanitária grave, com milhões de pessoas a necessitarem de ajuda e com o país a enfrentar desafios económicos e sociais profundos.
Perante este cenário, a organização apela a uma resposta mais firme da comunidade internacional, defendendo que a normalização destas restrições poderá comprometer os direitos humanos a longo prazo e afetar toda uma geração no Afeganistão.


