O responsável pelos trabalhos de limpeza dos destroços causados pelo incêndio, que deflagrou, este domingo, um armazém de fruta na Capeleira, em Óbidos, impediu o Notícias Em Direto de estar presente na via pública, junto à estrutura, para “evitar a primeira morte” da ocorrência.
A maquinaria continua em circulação naquele local e “os perigos e as distrações podem mesmo vir a acontecer”, explicou o proprietário, apontando uma nova área de segurança, mas este não se opôs à presença da comunicação social.
Contactados pela redação do Notícias Em Direto, fontes da Proteção Civil Municipal de Óbidos e da GNR, confirmaram que “não existe qualquer restrição ao exercício profissional dos jornalistas no espaço público”, incluindo a estrada frontal ao armazém.
No entanto, apesar da advertência a este meio de comunicação social, são vários os populares que se aventuram e aproximam para pôr ‘a curiosidade em dia’, violando a área delimitada pela GNR, desde do início dos trabalhos de conclusão da ocorrência, sem chamada de atenção. A estrada mantém-se cortada, no troço próximo da estrutura afetada, em direção à sede de freguesia da Usseira, mas as viaturas particulares não param de circular.
No segundo dia de rescaldo do incêndio, os bombeiros voluntários de Óbidos continuam no terreno com alguns operacionais. Mesmo após 48 horas, ainda surgem chamas no meio dos destroços, conforme imagens captadas pelo Notícias Em Direto e divulgadas nas redes sociais.
As autoridades investigam as causas do incêndio, que mobilizou no combate mais de uma centena de bombeiros e dezenas de veículos de corporações dos distritos de Leiria e Lisboa.
Segundo relatos dos seguidores nas redes sociais do Notícias Em Direto, a coluna de fumo negro foi avistada a mais de 50 km de distância e ilustrado pelos internautas como o efeito de “uma bomba atómica”.


