A nova Brigada de Trânsito (BT) da GNR permanece sem data definida para começar a funcionar, cinco meses depois de o Governo ter anunciado a sua reativação, estando ainda por fechar o modelo de organização e funcionamento da unidade.
Também não está confirmado se a futura estrutura contará com um reforço dos cerca de 1.300 militares atualmente ligados à fiscalização do trânsito, distribuídos pelos 20 comandos territoriais da GNR.
De acordo com o Público, uma das medidas em estudo para reduzir o risco de novos casos de corrupção passa pela rotação de funções entre os militares.
A antiga BT foi extinta em 2009, depois de vários casos de corrupção, e o Ministério da Administração Interna (MAI) pretende evitar a repetição de situações semelhantes.
A GNR adianta que o novo modelo da Unidade Nacional de Trânsito está dependente da validação das propostas apresentadas e de eventuais orientações da tutela. Entre as matérias ainda em avaliação estão a estrutura orgânica, o modelo de funcionamento operacional, a distribuição territorial dos efetivos e dos meios e a articulação com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
A reativação da BT foi anunciada em abril, tendo o comandante-geral da GNR, Rui Veloso, indicado que a nova unidade deveria ser criada ainda este ano. Para avançar, será necessário alterar a lei orgânica da GNR, mas, a pouco mais de três meses do final de 2026, ainda não é conhecido qualquer projeto nesse sentido. Continua igualmente por definir a localização da futura sede da unidade e da sala de situação destinada a acompanhar o trânsito nas principais vias rodoviárias do país.






