O Luís Campino era daqueles rapazes que parecem feitos de luz: elegante sem vaidade, empático sem esforço, apaixonado pela vida.
Fazia amigos com a mesma facilidade com que cuidava de embolar os touros ou de engalanar as farpas com a arte que herdou do pai e avó com quem partilhou o nome: Luís e o apelido Campino.
O mais novo dos luís, tinha a coragem de um forcado e a delicadeza de um rapaz educado na simplicidade — essa simplicidade que é nobreza de carácter.
Nenhum pai deveria entregar o corpo do filho.
A vida não foi feita para isto.
Perguntamos a Deus se há razão para levar tão cedo aqueles que ama.
Talvez não haja resposta.
Talvez a resposta seja apenas a dor que une, a memória que não se apaga e as marcas profundas que se eternizam.
Hoje, a força vai para a família, para os amigos, para o Grupo de Forcados do Cartaxo, para todos os que sentem esta perda como se fosse sua.
Porque é. A comunidade ficou mais pobre.
Vai para ti, Luís…
Que a terra te seja leve.
Que o céu te receba com a mesma elegância com que tu vivias.






