A Serra de Montejunto foi escolhida como o novo ponto alto da 86.ª Volta a Portugal em bicicleta, assumindo o lugar que a Senhora da Graça ocupava nas etapas finais. Esta chegada em terreno montanhoso, de categoria superior, promete decidir os principais nomes da prova e destaca-se num percurso desenhado propositadamente para escaladores e puncheurs.
A subida ao Montejunto, no concelho do Cadaval, regressa 42 anos depois aos trilhos da Volta — estando presente pela quarta vez em sua história — servindo como penúltimo teste antes do contrarrelógio decisivo em Lisboa, que fechará os 1.581 km entre 6 e 17 de agosto.
Segundo o diretor da prova, Joaquim Gomes, esta é uma edição “imprópria para sprinters”, com apenas duas etapas planas comparadas com seis metas em alto, incluindo a Torre, contagem de categoria especial, e a estreia do Montejunto como derradeira rampa montanhosa.
A primeira semana começa na Maia com um prólogo e traz novidades como a chegada ao Sameiro, no Braga, enquanto a segunda inclui escaladas históricas — Serra da Nogueira, Senhora da Graça, Torre, culminando na exigente rampa de Montejunto. A ligação de Alcobaça a este ponto culminante também servirá de homenagem a Joaquim Agostinho, figura lendária do ciclismo português.
A prova contará com 15 equipas, incluindo apenas uma ProTeam (Caja Rural), num percurso de forte cariz montanhoso que evitará regiões mais planas como Alentejo e Algarve, acentuando o desafio para os favoritos.


