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Terça-feira, Setembro 15, 2026

Luís Neves rejeita acusações e garante que “nada” o afastará do cargo

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou hoje que não se deixa intimidar pelas acusações de que tem sido alvo e garantiu que “nada” o afastará das razões que o levaram a aceitar o cargo, defendendo que, sem provas, não há acusação, mas “difamação”.

Luís Neves falava na Madeira, onde começou hoje a prestar as explicações que tinha prometido na segunda-feira sobre os casos em que se tem visto envolvido, depois de se ter declarado “tranquilo” perante a polémica.

O ministro começou por destacar o seu percurso profissional, afirmando ter combatido “todo o tipo de crime violento, o terrorismo, o tráfico violento” e algumas das mais graves ameaças à segurança do país.

“Investiguei sempre com provas. Sem prova não há acusação, há difamação”, afirmou Luís Neves, numa referência às acusações que lhe têm sido dirigidas.

“Não me intimidam, nada me vai afastar do que me levou a aceitar este cargo”, garantiu, em reação às recentes declarações do Chega.

O ministro referiu-se, direta ou indiretamente, ao presidente do Chega, André Ventura, por mais de uma vez, afirmando que não aceita que este transforme aquilo que assumiu em algo que, segundo disse, nunca fez.

Luís Neves reconheceu ter cometido “um ou outro erro”, que afirmou já ter admitido “com toda a humildade”, mas salientou a distância entre esses erros e os crimes de que é acusado e que garante não ter cometido.

O titular da Administração Interna criticou ainda as “grandes investigações jornalísticas” que, acusou, são sustentadas na “inveja” de pessoas que afirma ter afastado.

Sobre a viatura apreendida a um “traficante de droga” que conduz, Luís Neves defendeu que a legislação permite a sua utilização, que o procedimento “reporta a 2007” e afirmou que, enquanto diretor da Polícia Judiciária, terá feito o reporte de mais de 800 viaturas e outros bens.

Na segunda-feira, o presidente do Chega anunciou que iria reunir com a direção nacional do partido e com a bancada parlamentar para decidir sobre a apresentação de uma moção de censura ao Governo, caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna até hoje.

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