A Assembleia Municipal de Lisboa defendeu, esta terça-feira, o reforço da segurança na capital, incluindo mais polícias, mas rejeitou o alarmismo perante os recentes episódios de criminalidade, num debate requerido pelo PSD.
A líder da bancada social-democrata, Liliana Fidalgo, reconheceu que os dados da PSP afastam uma vaga de criminalidade, mas defendeu mais informação para “distinguir perceção de realidade”. Na ausência do presidente da Câmara, Carlos Moedas, o vice-presidente, Gonçalo Reis, reiterou a necessidade de mais polícias e destacou investimentos municipais em iluminação pública, videoproteção e guardas-noturnos.
Pelo PS, Silvino Correia citou dados provisórios da PSP que apontam para uma subida de 2,9% da criminalidade geral e uma descida de 0,4% da criminalidade violenta e grave, defendendo também investimento no espaço público e respostas sociais.
Livre, BE, PAN, PCP e PEV rejeitaram discursos alarmistas. IL defendeu uma abordagem semelhante, enquanto CDS-PP e Chega alertaram para problemas de segurança em zonas da cidade.
A AML aprovou ainda um voto de repúdio do Chega “à crescente insegurança e ao aumento da criminalidade”, com votos contra de Livre, BE, PAN, PCP e PEV, abstenção do PS e votos favoráveis de PSD, CDS-PP, IL e Chega.

