O lixo espalhado nas ruas na sequência do funcionamento do sistema Volta levou o Governo a exigir à SDR Portugal, entidade gestora do Sistema de Depósito e Reembolso, um plano urgente para prevenir e reduzir os problemas de limpeza urbana. A proposta terá de ser apresentada até 16 de outubro.
Desde a entrada em funcionamento do sistema, em abril, têm sido registados sobretudo nas grandes cidades episódios de lixo espalhado na via pública. Pessoas que procuram nos contentores embalagens abrangidas pelo Volta, para receberem os 10 cêntimos de depósito, acabam por retirar e espalhar outros resíduos.
A exigência foi feita esta quarta-feira pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa carta enviada ao presidente do Conselho de Administração da SDR Portugal, Leonardo Mathias.
O plano deverá ser elaborado em articulação com os municípios e incluir medidas de curto, médio e longo prazo, indicadores para avaliar a eficácia das soluções e ações que possam avançar de imediato.
Entre as medidas a estudar estão o reforço ou adaptação da rede de pontos de recolha, soluções específicas para o espaço público, medidas operacionais e campanhas dirigidas aos consumidores. A SDR deverá também identificar boas práticas já testadas noutros países europeus.
Na carta, a ministra recorda a responsabilidade da SDR Portugal pelo financiamento dos custos de limpeza urbana associados às embalagens abrangidas pelo sistema, incluindo manutenção e recolha de papeleiras, varredura, limpeza de praias, transporte e tratamento.
Os problemas já motivaram uma petição pelo fim do Volta, com dezenas de milhares de assinaturas, e críticas de autarcas de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, entre outras cidades, devido ao lixo espalhado e à falta de pontos de recolha, sobretudo no interior.


