O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, criticou a falta de uma “cultura de simulacro” em Portugal e defendeu a necessidade de vistorias periódicas em equipamentos públicos após o grave acidente no Elevador da Glória, que provocou 16 mortos e 23 feridos.
Embora tenha cumprimentado a decisão da Câmara Municipal de Lisboa de suspender temporariamente os demais ascensores históricos para inspecioná-los, Curto lamentou que tal medida só tenha ocorrido após a tragédia: “um calendário cíclico e normal” permitiria aos bombeiros e a outras entidades realizar verificações regulares e acompanhamento contínuo dos equipamentos, reduzindo significativamente o risco.
Além disso, o presidente da ANBP sublinhou a importância de simulacros estruturados como forma de testar a reação a situações de crise. Curto manifestou preocupação com a resistência de instituições em organizar esses exercícios, justificando que durante o simulacro perdem receitas, por exemplo em museus — uma atitude que considerou “anedótica, triste e lamentável”, afirmando serem essas instituições as primeiras a dever promover tais ações.


