O fecho das quatro salas de cinema do La Vie deixou as Caldas da Rainha sem exibição comercial desde o Natal, mas há esperança: a autarquia está já a negociar o regresso do grande ecrã ao centro comercial.
O encerramento das salas exploradas pela Cineplace retirou aos caldenses a única opção para ver grandes estreias dentro do concelho, obrigando quem quer cinema a deslocar-se para localidades vizinhas. A decisão, confirmada após a apresentação de um Plano Especial de Revitalização por parte da empresa, deveu-se à baixa afluência e à falta de viabilidade económica.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Vítor Marques, o cenário de encerramento era “expectável”, mas o município está empenhado em encontrar uma solução que recupere o cinema comercial para a cidade. “O objetivo é evitar que os caldenses tenham de sair do concelho para ver cinema de estreia”, recorda o autarca.
A administração do centro comercial La Vie garante estar já em negociações com outras exibidoras interessadas em explorar o espaço. Uma das possibilidades em estudo passa por uma remodelação da área existente, reduzindo as atuais quatro salas para duas, adaptadas a um modelo financeiro mais sustentável. Ainda assim, não há datas nem garantias sobre quando – ou mesmo se – o cinema poderá reabrir.
Até lá, a oferta cinematográfica mantém-se no Centro Cultural e de Congressos (CCC), com uma programação alternativa e não concorrencial às estreias comerciais. A agenda conta com títulos como Sirat, de Oliver Laxe (28 de janeiro), O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (14 de fevereiro), e A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, o Pequeno Auditório acolhe ainda sessões do Indie Júnior, com programação dedicada ao público escolar.
Enquanto as negociações avançam, os habitantes das Caldas da Rainha aguardam que o cinema volte ao centro da cidade – de preferência com bilheteira recheada e pipocas na mão, sem precisar de ir mais longe.


