Autarcas da Região de Leiria defenderam esta quarta-feira rapidez nos projetos da Alta Velocidade, incluindo a estação ferroviária de Leiria, numa reunião com os ministros das Infraestruturas e da Coesão Territorial, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal.
“O objetivo [da reunião] foi falar sobre as necessidades de investimento na ferrovia e na rodovia na Região de Leiria, aonde falámos sobre a necessidade de clarificar e definir o calendário de execução da estação de Alta Velocidade em Leiria, tendo ficado combinado que em setembro seria definido um protocolo de colaboração com o Município de Leiria sobre este assunto”, afirmou à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Gonçalo Lopes, também presidente da Câmara de Leiria.
Gonçalo Lopes e os presidentes das câmaras da Marinha Grande e de Pombal, respetivamente Aurélio Ferreira e Pedro Pimpão, reuniram-se em Lisboa com os ministros das Infraestruturas e da Coesão Territorial, João Galamba e Ana Abrunhosa, os secretários de Estado Frederico Francisco e Carlos Miguel, e a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno.
“Também fizemos o ponto de situação da Alta Velocidade da Linha do Oeste e (…) dos projetos que ainda não estão na rua e para os quais pedimos rapidez na sua concretização”, adiantou o presidente da CIMRL.
No encontro, abordou-se também a área rodoviária, como o “grave problema” da Estrada Nacional (EN) 242, que liga Leiria à Marinha Grande), devido ao “crescimento das duas cidades”.
“Diariamente circulam nesta estrada aproximadamente 20 mil carros e viaturas pesadas, o que provoca um forte problema de circulação de pessoas e mercadorias, além do impacto negativo em termos de poluição”, referiu o presidente da CIMRL.
Defendendo um “conjunto de intervenções para mitigar este problema”, Gonçalo Lopes apontou, além de trabalhos na própria via, a possibilidade de utilização da Autoestrada 8 no troço Leiria-Marinha Grande “gratuitamente para as pessoas que entram e saem neste circuito”, assim como a aposta no transporte público, com a “construção e implementação de vias dedicadas” a este.
A possibilidade de entre as estações de Leiria e da Marinha Grande poderem “circular com maior frequência comboios que pudessem servir as duas cidades” foi outra solução apresentada, afirmou.
Por outro lado, foram discutidas as situações dos itinerários complementares 2 e 8, “nomeadamente a necessidade de intervenção nestas duas vias muito importantes”. No caso da primeira, na zona do Barracão (concelho de Leiria), abordou-se igualmente a ligação à Autoestrada 1 através de um nó; na segunda, o troço entre Pombal e Ansião, via que é “extremamente perigosa”.
Questionado sobre as respostas recebidas, Gonçalo Lopes exemplificou, sobre a EN 242, que ficou “em aberto o reforço de comboios”.
Já sobre os itinerários complementares, os autarcas disponibilizaram-se para “ajudar nos projetos, acelerando, assim, esse período de planeamento”, dado que “o prazo que se prevê ou é extremamente dilatado ou ainda não teve início sequer qualquer tipo de consulta para projeto”.
“Ficou a disponibilidade de a CIMRL poder desenvolver esses projetos mediante protocolo com a Infraestruturas de Portugal”, esclareceu o presidente da Comunidade Intermunicipal, acrescentando ter havido “uma abertura para poder concretizar algumas destas iniciativas”.
Segundo Gonçalo Lopes, os autarcas transmitiram as “principais dificuldades em termos de mobilidade”, esperando agora que “se encontrem soluções de planeamento, de financiamento e de obra”, e insistiram que a Alta Velocidade “merece rapidamente uma definição”.


