André Ventura anunciou a recandidatura à liderança do Chega, nas eleições diretas marcadas para 31 de outubro, afirmando que pretende apresentar uma moção estratégica centrada no objetivo de preparar o partido para governar Portugal.
“Serei recandidato à presidência do Chega”, afirmou o líder partidário numa conferência de imprensa, acrescentando que pretende entregar a candidatura até 12 de outubro, acompanhada de uma moção “focada no objetivo de governar Portugal nos próximos anos”.
Ventura, que lidera o partido desde a sua fundação, em 2019, considerou que o percurso do Chega demonstra que está “no caminho correto”, embora reconheça que ainda há trabalho a fazer para alcançar os objetivos definidos.
As eleições de 31 de outubro serão diretas e abertas a todos os militantes, tendo o partido justificado o procedimento com a necessidade de harmonização estatutária decorrente das decisões do Tribunal Constitucional.
A questão estatutária está relacionada com as sucessivas decisões do Tribunal Constitucional que invalidaram alterações aos estatutos do Chega e a eleição dos órgãos nacionais da Convenção de janeiro de 2024, em Viana do Castelo. Atualmente, estão em vigor os estatutos originários, de 2019.
O líder do Chega afirmou que o partido está a aplicar as regras consideradas válidas pelo Tribunal Constitucional e anunciou uma reunião do Conselho Nacional para 9 de outubro, destinada a ratificar as decisões relativas ao processo eleitoral.
A Convenção Nacional do Chega está prevista para 20, 21 e 22 de novembro e terá como objetivos a eleição dos órgãos nacionais e a resposta às questões de natureza orgânica e estatutária levantadas pelo Tribunal Constitucional.
Esta será a primeira convenção do partido desde que passou a segunda maior força partidária no parlamento e depois das eleições presidenciais realizadas no início do ano, nas quais André Ventura passou à segunda volta, ficando atrás de António José Seguro.






