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Quinta-feira, Setembro 3, 2026

Montenegro considera moção de censura do Chega “mero jogo político” e sem sentido

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo assenta numa lógica de “mero jogo político” e não está orientada para a resolução dos problemas dos portugueses, defendendo que a oposição deve também demonstrar sentido de responsabilidade.

Luís Montenegro falava aos jornalistas antes de assistir à cerimónia de posse do Presidente reeleito da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova.

Para o primeiro-ministro, a moção de censura apresentada pelo Chega constitui “um momento que a democracia deve encarar com sentido de responsabilidade” por parte de todos os intervenientes.

“Da parte do Governo, aquilo que está sob a nossa alçada é a responsabilidade de governar, de resolver problemas, de encontrar soluções para as matérias que preocupam os portugueses e para os projetos que podem criar mais futuro”, afirmou.

Montenegro disse que o executivo aguarda a definição da data e da hora para se apresentar na Assembleia da República e responder à iniciativa do Chega.

“Estamos a aguardar a definição do dia e da hora em que temos de nos apresentar à Assembleia da República para responder a esta moção de censura e mostrar que ela não faz sentido, que se enquadra numa lógica de mero jogo político e não está focada na resolução dos problemas das pessoas”, sustentou.

O primeiro-ministro deixou também um aviso à oposição, num contexto em que o Chega apresentou a moção de censura devido à manutenção de Luís Neves como ministro da Administração Interna.

“As oposições serão tão mais capazes de se apresentarem como alternativas se mostrarem sentido de responsabilidade”, afirmou.

Segundo Luís Montenegro, “ninguém quer a governar um país alguém ou algumas forças partidárias que não têm sentido de responsabilidade, que não têm o sentido de Estado de colocar o interesse de todos à frente de interesses particulares”.

A moção de censura foi apresentada pelo Chega na sequência da decisão do Governo de manter Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna.

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