Hoje não celebramos apenas um lenço. Celebramos uma Promessa, um compromisso e uma forma de viver.
Foi a 1 de agosto de 1907, com o início do Acampamento de Brownsea, que nasceu um movimento destinado a formar homens e mulheres de caráter, cidadãos responsáveis e servidores do bem comum. Desde então, o lenço tornou-se o símbolo visível dessa fraternidade mundial, unindo milhões de escuteiros através dos mesmos valores.
O lenço escutista não é um adorno, nem um simples pedaço de tecido. É uma bandeira que se leva ao peito. Representa a palavra dada, a honra assumida, o dever de servir, o respeito pelo próximo e o compromisso de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos.
Quem o usa leva consigo a responsabilidade de ser exemplo, mesmo quando ninguém observa. Porque o verdadeiro escuteiro não veste o lenço apenas nas atividades; vive os seus valores todos os dias, na família, no trabalho, na escola e na comunidade.
Para alguns, esse caminho é enriquecido pelo Lenço de Gilwell, símbolo de uma formação mais profunda para melhor educar e servir.
Não representa um ponto de chegada, mas um apelo permanente à humildade, à aprendizagem e à liderança pelo exemplo.
Para o Núcleo da Fraternidade de Nuno Álvares da Covilhã, o Lenço de Gilwell possui ainda um significado muito especial. O Núcleo tem a honra de preservar um exemplar que lhe foi oferecido pelo associado Jorge Moreira Silva , aquando da sua saída do CNE.
Mais do que uma recordação, esse lenço constitui um testemunho vivo da continuidade do ideal escutista e um elo entre o percurso realizado no CNE e o serviço que prossegue na FNA.
E quando, mais tarde, muitos escuteiros colocam ao pescoço o lenço da Fraternidade de Nuno Álvares, também esse gesto não significa o fim do trilho escutista. Pelo contrário, é a prova de que a Promessa continua viva.
O lenço da FNA é o testemunho de um compromisso mais maduro, vivido na idade adulta, onde o serviço, a fraternidade e a fidelidade aos ideais de Baden-Powell prosseguem com a mesma paixão, agora colocados ao serviço da Igreja, da sociedade e das novas gerações.
Neste Dia Mundial do Lenço Escutista, coloquemo-lo ao pescoço com orgulho, mas sobretudo no coração com coerência. Que ele continue a recordar-nos que o Escutismo não é uma etapa da vida, mas uma maneira de viver.
Porque um lenço pode parecer apenas um pedaço de pano aos olhos de quem olha de fora.
Para um escuteiro, porém, ele transporta memórias, amizades, desafios, serviço, sacrifício, esperança e uma Promessa que o tempo nunca apaga.
Do primeiro lenço ao Lenço de Gilwell, e deste ao lenço da FNA, existe um único fio condutor: o compromisso permanente de viver Sempre Alerta para Servir.
Os lenços mudam; a Promessa permanece.
Jorge Silva – Núcleo da Covilhã da Região da Guarda da Fraternidade Nuno Álvares (FNA)


