Hoje assinala‑se o Dia Mundial do Médico de Família, uma data que merece mais do que um simples agradecimento — merece reconhecimento público, respeito e a consciência de que estes profissionais são a primeira linha de cuidado, proximidade e humanidade no nosso Serviço Nacional de Saúde.
Tenho o privilégio de ter uma médica de família que dá muito mais do que o normal. Dra. Ana Matos Coronha na USF Samora Correia. Antes estive 35 anos com o Dr. Manuel Mulgi que foi um amigo da família.
Os médicos de família conhecem as pessoas pelo nome, acompanham gerações, antecipam problemas, orientam decisões e seguram, muitas vezes, aquilo que mantém a comunidade saudável: a confiança.
Num tempo em que o SNS enfrenta desafios profundos, são eles que continuam a garantir que ninguém fica para trás.
A todos os médicos de família que, diariamente, fazem da sua vocação um serviço à população — obrigado.
Obrigado pela dedicação, pela escuta, pela persistência e pela capacidade de cuidar mesmo quando os recursos são poucos e as exigências são muitas.
A saúde pública constrói‑se assim: com ciência, com organização, mas também com pessoas que acreditam no valor de cada vida.
Gratidão a todos os que mantêm viva esta missão.


