Árbitro apela à abertura das decisões de campo ao público para diminuir controvérsias após os jogos
Na última segunda-feira, o árbitro internacional Luís Godinho, da Associação de Futebol de Évora, afirmou que a arbitragem portuguesa precisa urgentemente de “sair da bolha” e tornar o processo de decisão mais transparente. O objetivo é diminuir o ruído público gerado após os jogos e proporcionar maior compreensão das escolhas feitas em campo.
Durante uma sessão organizada pelo Conselho de Arbitragem da FPF na Cidade do Futebol, que incluiu recomendações para a época 2025/26 e alterações às Leis de Jogo, Godinho destacou que quando os processos e critérios são mais claros para o público, os mal-entendidos e as críticas diminuem significativamente.
O árbitro admitiu que sempre foi defensor de uma maior proximidade com os meios de comunicação e o público. Segundo ele, explicar os lances, inclusive em interações privadas, tem gerado efeitos positivos tanto para si como para a arbitragem nacional.
Questionado sobre o controverso lance entre Matheus Reis e Andrea Belotti na final da Taça de Portugal, Godinho afirmou que a equipa dirigente realizou uma avaliação interna rigorosa daquela decisão. “Fizemos o luto da decisão e estamos de peito aberto”, declarou, enfatizando que os erros devem servir de aprendizagem e contribuir para o fortalecimento da arbitragem nacional.

