Um homem de 49 anos que se fazia passar por fisioterapeuta, suspeito dos crimes de violação e importunação sexual, numa clínica do concelho de Oeiras, ficou em prisão preventiva após interrogatório judicial, foi anunciado.
De acordo com a Procuradoria da República da Comarca de Lisboa Oeste, na sequência de “detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial” o arguido, “fortemente indiciado pela prática de dois crimes de violação, um crime de coação sexual, um crime de importunação sexual e um crime de usurpação de funções”.
Numa nota, o Ministério Público acrescentou que o arguido, “que se identificava como fisioterapeuta e osteopata sem possuir título válido para o efeito”, se encontra indiciado por ter começado em outubro de 2024 a realizar tratamentos à vítima, que foi constrangida, “no decurso de supostas práticas terapêuticas”, a “práticas sexuais”.
Na sequência do interrogatório judicial, na terça e na quarta-feira, foi aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva, no âmbito do inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do núcleo de Oeiras.
O suspeito foi detido na segunda-feira, pela Polícia Judiciária. Em comunicado, a força de segurança indicou que a vítima dos crimes é uma jovem de 24 anos que, “devido a problemas articulares/ortopédicos, foi acompanhada pelo suspeito em sessões de fisioterapia, vindo no decurso das mesmas a ser constrangida a atos sexuais, sem que conseguisse manifestar qualquer resistência, por motivos de imobilidade tónica”.
A PJ explicou que o suspeito está indiciado pelo crime de usurpação de funções, uma vez que deu sessões de fisioterapia num estabelecimento de saúde e bem-estar de Oeiras, no distrito de Lisboa, entre dezembro de 2024 e abril de 2025, “sem habilitação para o efeito”.


