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Sexta-feira, Setembro 11, 2026

11 de Setembro, guerras no Médio Oriente e Ucrânia dominam atualidade

Os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro, a guerra entre os Estados Unidos e o Irão, a escalada no Médio Oriente e os ataques russos e ucranianos marcam hoje a atualidade internacional, enquanto em Portugal entram em vigor novas regras de imigração e o Governo defende a utilização de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia.

Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump assinalou no Pentágono os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que provocaram quase 3.000 mortos. Em Nova Iorque e na Pensilvânia decorreram também cerimónias de homenagem às vítimas.

Durante a cerimónia no Pentágono, Trump associou os ataques de 2001 ao atual conflito com o Irão e afirmou que os Estados Unidos continuarão a impedir que Teerão obtenha uma arma nuclear. O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, também relacionou os atentados com a atual política militar dos Estados Unidos.

Em Portugal, o Presidente da República, António José Seguro, assinalou os 25 anos dos atentados, recordando as vítimas, entre as quais nove portugueses e lusodescendentes, e defendendo uma resposta internacional ao terrorismo assente na cooperação, no Direito e no respeito pela dignidade humana.

Médio Oriente mantém pressão sobre energia

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão continua a afetar as principais rotas de transporte de energia. O tráfego de navios no estreito de Ormuz caiu para sete passagens na quinta-feira, muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito, enquanto os preços do petróleo permanecem acima dos 100 dólares por barril.

No mar Vermelho, os rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, avançaram para o controlo das principais ilhas junto ao estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas utilizadas para ligar a Ásia à Europa através do mar Vermelho e do canal do Suez. A situação aumenta os riscos para o transporte marítimo e para o abastecimento energético.

O petróleo Brent chegou a superar os 109 dólares por barril durante a sessão, embora tenha recuado posteriormente com notícias sobre possíveis contactos diplomáticos para assegurar a circulação marítima no estreito de Ormuz. Ainda assim, a matéria-prima acumulava uma valorização semanal superior a 8%.

Em Portugal, o impacto nos combustíveis deverá continuar a fazer-se sentir. Segundo uma estimativa divulgada pelo Automóvel Club de Portugal, o gasóleo deverá subir cerca de quatro cêntimos por litro na próxima semana, enquanto a gasolina simples 95 poderá baixar cerca de seis cêntimos.

Ucrânia recebe novo apoio europeu

A guerra na Ucrânia continua também entre os principais focos da atualidade. A Comissão Europeia aprovou hoje 6,1 mil milhões de euros adicionais para apoiar a aquisição de sistemas de defesa aérea e antimíssil, munições, drones e equipamentos de guerra eletrónica para as forças ucranianas.

No terreno, ataques russos com drones atingiram esta sexta-feira duas estações de serviço em Kiev, provocando dois mortos e 12 feridos, incluindo uma criança, segundo as autoridades ucranianas. A Ucrânia realizou, por seu lado, novos ataques com drones em território russo, que provocaram pelo menos três mortos, segundo responsáveis locais.

Portugal manifestou apoio à utilização de cerca de 200 mil milhões de euros em ativos russos congelados na Europa para apoiar a Ucrânia, embora o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, tenha considerado legítimas as preocupações da Bélgica sobre os riscos jurídicos e financeiros da operação.

Novas regras de imigração entram em vigor

Em Portugal, entraram hoje em vigor novas regras relativas à regularização e ao afastamento de cidadãos estrangeiros. A legislação, promulgada pelo Presidente António José Seguro e publicada na quinta-feira no Diário da República, altera as possibilidades de obtenção de autorização de residência sem visto prévio e reforça o regime de afastamento de cidadãos em situação irregular.

A imigração continua a ser um dos temas de maior debate político no país. Também hoje foi conhecida uma intervenção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos sobre as alterações propostas à legislação relativa à identidade de género. Volker Türk pediu uma revisão das mudanças para assegurar a sua conformidade com as normas internacionais de direitos humanos.

Argélia rompe relações com Emirados Árabes Unidos

No norte de África, a Argélia anunciou o corte das relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos, alegando atos que classificou como “provocadores e hostis”. Argel anunciou ainda o encerramento do espaço aéreo a aeronaves dos Emirados, com exceção temporária de voos comerciais de e para Argel.

A decisão ocorre depois de vários anos de tensão entre os dois países, relacionada com a influência dos Emirados em conflitos e processos políticos no norte de África e no Sahel.

A atualidade internacional fica assim marcada por vários focos de instabilidade, com os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia a manterem impacto direto na segurança, nas relações internacionais e nos mercados de energia, enquanto Portugal acompanha essas crises e enfrenta, no plano interno, novos desenvolvimentos nas áreas da imigração, dos combustíveis e da política externa.

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