“Vinde e vede” é o convite do Patriarca de Lisboa para o novo ano pastoral

O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, quer que o novo ano pastoral seja um tempo de “reencontro com Jesus Cristo” e desafia as comunidades da diocese a partir do convite “Vinde e vede”, que estará no centro do encontro de lançamento do novo itinerário pastoral, a 05 de outubro, no Estoril.

O encontro diocesano, sob o tema ‘Recomeços’, realiza-se durante todo o dia, a partir das 08:30, no Auditório Senhora da Boa Nova, e pretende reunir representantes das paróquias, movimentos, obras e serviços da diocese.

Numa mensagem enviada aos párocos e às comunidades do Patriarcado, D. Rui Valério determina que cada paróquia esteja representada pelo pároco, pelo vigário paroquial e por mais duas pessoas envolvidas na missão evangelizadora.

A participação no encontro é obrigatória para os representantes convocados. Estão igualmente chamados os responsáveis dos movimentos e obras e os representantes dos departamentos e serviços da Cúria Diocesana.

“Vinde e vede” é apresentado pelo Patriarca como “uma provocação, uma abertura e uma promessa”. O convite de Jesus constitui, segundo D. Rui Valério, o ponto de partida de um caminho que começa quando alguém “escuta e aceita aproximar-se”.

O novo ano pastoral surge no âmbito do Plano Pastoral 2026-2033, centrado na afirmação de Jesus no Evangelho de João: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6).

Para o Patriarca de Lisboa, estas palavras não são apenas um lema, mas “uma vocação divina, que nos convida a segui-L’O”.

“Queremos caminhar com Cristo, deixar-nos iluminar por Ele e aprender d’Ele a viver”, escreve D. Rui Valério, apontando para comunidades onde o Evangelho seja entendido não como “uma ideia distante”, mas como “uma vida que chama, transforma e envia”.

O primeiro ano deste percurso propõe à diocese um regresso ao essencial, sintetizado nas palavras “vir e ver”.

“Vir significa sair de onde estamos”, explica o Patriarca, identificando como obstáculos a ultrapassar “a rotina, a indiferença, o cansaço, o modo automático de fazer sempre as mesmas coisas”.

Depois de “vir”, é necessário “ver”, ou seja, permitir que o encontro com Cristo transforme a forma de olhar “sobre Deus, sobre a Igreja, sobre os outros, sobre o mundo e também sobre nós próprios”.

É também por isso que D. Rui Valério pede que o novo ano pastoral não se transforme apenas numa sucessão de iniciativas.

“Que este não seja apenas mais um ano de atividades, mas um verdadeiro tempo de reencontro com Jesus Cristo”, afirma.

O encontro de outubro pretende apresentar o itinerário pastoral, mas também marcar o envio dos representantes que deverão ajudar a concretizá-lo nas respetivas comunidades.

“Não se trata apenas de apresentar um programa. Somos chamados a assumir uma missão”, sublinha o Patriarca.

Essa missão passa, segundo D. Rui Valério, por chegar também a quem se encontra afastado da Igreja. “Há muita gente que já não procura a Igreja, mas continua a procurar sentido”, recorda.

Na mensagem, o Patriarca refere ainda quem vive “sem esperança”, quem “deixou de confiar” e quem conhece “a linguagem religiosa, mas ainda não fez uma verdadeira experiência de encontro”.

“É precisamente a esses, todos e cada um, que somos enviados”, afirma.

A resposta a este desafio passa por uma Igreja que o Patriarca descreve como viva e capaz de sair ao encontro das pessoas

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