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Sexta-feira, Junho 14, 2024

Rota d’O Crime do Padre Amaro atraiu mais de 400 visitantes e terá reedição em Leiria

Mais de quatro centenas de pessoas participaram na rota que recria “O crime do padre Amaro” e o tempo em que Eça de Queiroz viveu em Leiria, numa visita encenada que é reeditada a partir do fim do mês.

Incentivado pelo município de Leiria, a propósito da estreia da série “O crime do padre Amaro” na RTP, o grupo de teatro “O Gato” renovou a Rota d’O Crime do Padre Amaro num formato de teatro de rua e a aceitação nas primeiras cinco sessões, entre janeiro e fevereiro, “foi uma agradável surpresa”, disse à agência Lusa o encenador.

“O máximo eram 30, 35 pessoas [inscritas por sessão], mas outras começaram a juntar-se, quase uma espécie de revolta popular: ‘Queremos assistir a teatro de rua’. E temos tido entre 90 a 80 pessoas [por sessão]”, contou Fernando José Rodrigues.

Entre participantes inscritos e muitos ‘penetras’, houve “seguramente mais de 400 pessoas a assistir à peça e a não arredarem pé, mesmo com frio e a lerem textos”, fornecidos no início da visita, para tornar o público “agente da própria rota”.

A dramatização percorre a praça Rodrigues Lobo, a Igreja da Misericórdia, a Sé de Leiria ou a Torre Sineira, entre outros espaços do centro histórico da cidade, que surgem no romance ou que estão ligados à presença do escritor em Leiria.

A cidade serviu de inspiração para a obra, quando Eça de Queiroz ali viveu, desempenhando funções como administrador do concelho, entre 1870 e 1871.

“Ao longo desta visita encenada, o Eça convive com as próprias personagens que vai criar. Esta mistura entre ficção e realidade, entre o facto ocorrido e aquilo que não ocorreu, misturando tudo, foi boa. Aqui o Eça é o autor, mas ao mesmo tempo sente-se também personagem. É essa parte que começou também a interessar às pessoas”, considerou.

Para Fernando José Rodrigues, é isso que explica a elevada afluência, que lotou várias sessões poucos minutos após a abertura de inscrições.

“Surpreendeu-nos imenso esta adesão de todo o lado. Há muitos leirienses, mas, no último domingo [de fevereiro] tínhamos imensa gente do Porto, de Santarém, de Benavente”, recordou.

A série da RTP, realizada por Leonel Vieira, “sem dúvida” deu um impulso à Rota d’O Crime do Padre Amaro. Mas “depois a rota começou a ganhar um pouco de vida própria”

“E começámos a ficar espantados, porque começou a ficar tudo esgotado”.

Para reagir à procura, foi necessário fazer “alterações às marcações” para permitir aos oito atores “estarem mesmo no meio das pessoas”.

“Tem sido uma agradável surpresa”, disse o autor e encenador, que é também ator, desempenhando aqui o papel de Eça de Queiroz.

O sucesso das primeiras representações fez com que uma nova série esteja já agendada para os dias 26 de março, 30 de abril, 21 de maio, 18 de junho e 30 de julho.

“Esperamos que a adesão seja igual. [Mas] Sabemos que um dia – nós não somos o ‘Cats’ – a bolha vai baixar”, reconheceu o Fernando José Rodrigues.

Para já, o encenador prepara alterações à Rota d’O Crime do Padre Amaro 2, “algo que possa surpreender o público”, concluiu.

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