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Segunda-feira, Maio 20, 2024

PSD sem “pressa” para chegar ao Governo, mas quer “virar de página”

O presidente do PSD, Luís Montenegro, afirmou hoje que é o país que tem pressa em mudar de governo e não o seu partido, considerando que é preciso “virar a página” do empobrecimento em Portugal.

“Nós não temos pressa de ir para o Governo, apesar de o país ter pressa de mudar de Governo, nós respeitamos as regras da democracia, mas quero que saibam que nós estamos preparados para governar Portugal e vamos prepararmo-nos a cada dia que passa ainda mais para podermos responder precisamente aos problemas que são cada vez maiores, mais graves, que o PS nos vai deixar”, disse.

Luís Montenegro, que falava na aldeia de Vale de Cavalos, na freguesia rural de Alegrete, no concelho de Portalegre, no decorrer de um almoço convívio com militantes e simpatizantes do PSD integrado nas jornadas “Construir Alternativa”, defendeu ainda que o partido vai “virar a página” do empobrecimento em Portugal, mas, para que isso aconteça, “é preciso mudar” de Governo

“Nós, PSD, vamos virar a página do empobrecimento de Portugal, Portugal tem de virar a página do empobrecimento, mas para virar a página do empobrecimento é preciso mudar de Governo e nós estamos aqui para dar aos portugueses o Governo que os portugueses merecem”, disse.

Ao longo do seu discurso, o líder do PSD criticou as políticas de António Costa em diversas áreas, como na saúde, educação, habitação ou a agricultura, recordando que os governos do PS nos últimos anos terminaram de uma forma negativa para o país.

“São três séries de sete [governações do PS], a primeira foi com António Guterres e o país acabou num pântano, a segunda foi com José Sócrates e o país acabou na bancarrota, a terceira é com António Costa e o país está na cauda da Europa, está numa rota de empobrecimento”, disse.

“Eles podem dizer aquilo que eles quiserem, mas nunca poderão dizer que um Governo do PSD chamou o Fundo Monetário Internacional, nunca poderão dizer que um Governo do PSD deixou Portugal num pântano, nunca poderão dizer que um Governo do PSD deixou Portugal na bancarrota e nunca poderão dizer que um Governo do PSD deixou Portugal na cauda da Europa”, acrescentou.

Luís Montenegro disse ainda que “é preciso” que António Costa “acorde para o mundo” e que observe que as suas políticas estão a contribuir para um país “mais desequilibrado”.

“As políticas deste PS, ou muitas vezes a falta delas [políticas], estão a contribuir para um país mais desequilibrado, mais injusto e, por via disso, naturalmente mais pobre”, disse.

O líder do PSD recordou também que a sociedade portuguesa está a pagar impostos “como nunca pagou” e que tem em troca “serviços mínimos, investimento mínimo, investimento quase nulo”.

Nesse sentido, Luís Montenegro considera que isso acontece devido a decisões políticas que considera erradas, dando para isso o exemplo da TAP.

“As decisões em política têm consequências, quando lá atrás o PS, por exemplo, renacionalizou a companhia aérea de Portugal, a TAP, fez com que, uns anos depois, tivéssemos de injetar 3.200 milhões de euros na companhia e esse dinheiro quantos investimentos teriam sido feitos com esse dinheiro nos territórios de baixa densidade”, questionou.

Ao longo do seu discurso de cerca de 30 minutos, o presidente do PSD defendeu políticas que consigam ir ao encontro do desenvolvimento do interior do país, para que possa existir uma maior coesão territorial.

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