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Sexta-feira, Junho 14, 2024

Câmara de Constância protesta por “atraso inexplicável” dos serviços dos CTT

Câmara de Constância (Santarém) criticou hoje o “atraso inexplicável na entrega da correspondência” no concelho, situação que se “agudizou nos últimos meses” e que levou a autarquia a manifestar o seu desagrado junto da comissão executiva dos CTT.

“Nos últimos meses tem-se agudizado um problema que se tem vindo a sentir já há algum tempo, com um atraso considerável na entrega da correspondência no concelho e que tem causado grandes transtornos às populações”, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira.

Segundo Sérgio Oliveira (PS), “os sucessivos atrasos na entrega do correio levam a que muitas vezes assuntos de alta responsabilidade, e com prazos para o cumprimento de obrigações e deveres, cheguem aos destinatários fora do prazo, originando situações muito complicadas para os destinatários da correspondência”.

O autarca, que escreveu um ofício à administração do CTT – Correios de Portugal “a exigir que sejam tomadas medidas para resolver o problema”, relatou situações relacionadas com “prazos que as pessoas têm para cumprir, seja obrigações fiscais, portagens ou consultas médicas”, entre outros.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara de Constância, a si próprio uma carta para o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) chegou duas semanas depois do prazo.

“Há pessoas que chegam a estar um mês sem receber correspondência e depois recebem 19 cartas no mesmo dia”, acrescentou Sérgio Oliveira, reiterando que, no ofício enviado à administração dos CTT, a Câmara Municipal “manifestou o seu profundo descontentamento” por esta situação, “exigindo que sejam tomadas medidas imediatas para solucionar os problemas que estão identificados há anos”.

“O que se pede aos responsáveis dos CTT é que efetivamente sejam tomadas medidas concretas para inverter esta situação para que o serviço volte a ter a qualidade que tinha e que perdeu nos últimos tempos”, salientou.

A agência Lusa questionou os CTT, mas até ao momento ainda não recebeu resposta aos esclarecimentos solicitados.

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